<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484</id><updated>2011-09-30T17:57:38.241-03:00</updated><title type='text'>Na Boca do Lobo</title><subtitle type='html'>"Lupus est homo homini non homo".</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>54</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-2542020825192391306</id><published>2011-06-20T00:17:00.000-03:00</published><updated>2011-06-20T00:17:13.312-03:00</updated><title type='text'>Actus regit tempum</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vivemos uma época de inversoes. Nao me tomem por conservador, nao é nada disso. "Inverter "deixou os lábios de velhos monarquistas, ufanistas, machistas ou&amp;nbsp;bajuladores da moral, da ditadura e dos bons costumes, para estar aqui, nestas linhas. Verter tem toda uma fluidez, e&amp;nbsp;inverter, por consequencia. Já dizia o Bauman, a modernidade é líquida, tudo é volátil, da família ao carro, do amor ao ódio. Este período que relato, nao sei quanto tem de semelhante às épocas que se foram. Claro, algum entendido, experiente, dirá que certas coisas existem desde que o mundo é mundo, e se o entendido for conservador como o velho ufanista das primeiras linhas, dirá que nada há que possa fazer para mudar tal condicao. Mentira! Se há um aspecto que posso gabar é essa condicao de humano. Que olhou para isso de natureza, essa montoeira de recursos, e comecou a inventar necessidades, e também&amp;nbsp;problemas, estes últimos&amp;nbsp;que resultavam de necessidades/desejos nao atendidos. A relacao economicista de escassez de recursos é real, e de resto, as necessidades que se objetivam para além da materialidade, acabam sendo em muito&amp;nbsp;resultado da organizacao desses recursos, sua distribuicao, producao e circulacao. "Amor", por exemplo,&amp;nbsp;para além de sentimentozinho ambientado, circunstanciado, musicado, jantarzinhado, hormonizado,&amp;nbsp;viagenzado, é pouco, mas é muito. Gabar da condicao humana é&amp;nbsp;sensato porque, diante desses desafios, pode propor inversoes. Amor nao é um só, mas sao vários, família passa a ter muitas facetas, conhecimento torna-se um pedaco sem chao na velocidade de máquinas, redes e informacoes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nao sei ao certo porque cheguei neste ponto. Minha intencao, ao iniciar este pequeno texto, era de falar como que cifras tao altas (e ao mesmo tempo tao instáveis, diante de extermínios fatalistas e inchacos de problemas) podem banalizar tanto a acao humana. A frase, título do texto é uma inversao. Uma daquelas latinices que aprendi no curso de Direito. "Tempus regit actum", diziam já os antigos, para que a lei nao retroagisse e punisse ilícitos que, à época que foram cometidos, nao o eram. A inversao é proposital, como qualquer inversao. A forca dos homens está nisso, a capacidade de inverter (ou subverter) condicoes. Inverti a frase (trocando o sujeito pelo objeto, e espero, com a devida declinacao que aprendi nas aulas de latim que tive) porque quis, e também porque é o que observo: seres invertidos por sua própria acao. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os atos passaram a reger o tempo. Tempo, isso sempre me incomodou, um conceito puro, decisivo sobre a relacao que temos uns com os outros: isto é passado, isto é ruim, isto já era, isto eu espero, isto nós confiamos que será assim, isto é agora, istó já nao é de hoje... Uma série infinita de necessidades colocadas em relacao com o tal tempo. Pois bem, que tempo é esse, conceito puro, apriorístico, que cada dia se vê mais e mais liquefeito? As pessoas nao o tem. Nao há tempo para os homens, se a acao deles é uma só: a de se mover agindo na esteira produtiva, a de fazer para poder ter, para ter, para que mais facam, e mais possam querer e ter...O tempo se torna, afinal, uma grande engrenagem de acoes, que se medem, se organizam, e infelizmente, nada ou quase nada &lt;em&gt;transformam.&lt;/em&gt; Claro que transformam o espaco numa cadeia de utilizacao de recursos e invencoes mirabolantes para que novos recursos sejam utilizados...Mas essa transformacao, por si só, é frágil, se sustenta numa esperanca de equilíbrio, que jamais virá (nao há recursos suficientes para o grandioso desejo de autodeterminacao por bens), o que provoca iniquidades, desigualdades sem fim, divisoes e ódios irascíveis mesmo nas mais pacíficas sociedades. A transformacao fica fragilizada pelo que oferece: nao é possível garantir que os detentores de recursos eternamente comprem, produzam e mais queiram, e que setores desses recursos possam ganhar com especulacoes infinitamente...Nao há espaco para isso, nem tempo. O homem rasgado pelo seu tempo médio, ao mesmo tempo excessivo na terra, é jogado à margem de sua condicao pelo conceito de "utilidade". O trabalho que é útil, afinal, para a vida sem tempo, é aquele que o mantém sem tempo, na ordem da esteira, maquinizado, na vida sem tempo.&amp;nbsp;Quando há tempo para alguns, nao se é mais útil. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-2542020825192391306?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/2542020825192391306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2011/06/actus-regit-tempum.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/2542020825192391306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/2542020825192391306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2011/06/actus-regit-tempum.html' title='Actus regit tempum'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-143756770185772373</id><published>2011-05-24T00:20:00.000-03:00</published><updated>2011-05-24T00:20:42.660-03:00</updated><title type='text'>Dívida pública para o público</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;A dívida pública elevada é ruim pra qualquer governo, seja ele orientado pelos meandros de terceira via, de neoliberaloide ou do que quer que seja. Por um simples motivo: a dívida pública onera a população como um todo, especialmente as gerações futuras: toda dívida vence, toda dívida (ou quase isso) deve ser quitada, é princípio básico de direito e da economia. Pois bem, e onera em dois sentidos: um positivo, que significa aumento futuro de tributos, outro, negativo, através de enxugamentos orçamentários com gastos sociais, desenvolvimento de políticas públicas, etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;A curto prazo, pensando em soluções para o desenvolvimento de economias estagnadas, talvez o endividamento público possa parecer a melhor solução: foi o que vivenciamos aqui na américa latina especialmente no século passado né? Criar condições para o desenvolvimento, para que se possa falar em investimento, geração de poupança nacional, equilíbrio fiscal, maior crescimento econômico futuro e etceteras.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;E vamos combinar, fundos de reserva existem, a crise de 2008 prova isso: há crédito a ser concedido, seja para bancos ("salvos" em operações milagrosas), seja para governos. Estes segundos, no entanto, costumam ser péssimos pagadores, sujeitos aos refluxos de suas economias e das economias do resto do mundo (pois é impossível se pensar apenas em mercados produtivos e de consumo dentro das fronteiras nacionais), às mudanças de governo e de orientações econômicas,...&lt;/div&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;Enfim, penso que é o velho problema desse "paradigma" (com o perdão da palavra) de modo de produção capitalista que enfrentamos: o Estado deve ser forte, o que não significa um Estado grande. Forte o bastante para intervir nos momentos de crise, mas não só, garantir o investimento, e o desenvolvimento, a organização da sociedade civil, a livre-iniciativa, etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;A Uniao Europeia tem adotado políticas ortodoxas de ajuste orçamentário, por conta de um cenário já desanimador...Resumindo, está pensando em custos não só presentes, mas também futuros, de possíveis dependências externas e endividamentos. O problema é saber até que ponto isso se justifica, com níveis de desemprego na casa das dezenas percentuais.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;Que decisao, com relacao ao endividamento nacional, tomará o povo da Espanha? Pelo visto, com o enfraquecimento do PSOE e o fortalecimento do PP espanhol, o cenário é um tanto voltado à ortodoxia neoliberal. Veremos...&lt;/div&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-143756770185772373?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/143756770185772373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2011/05/divida-publica-para-o-publico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/143756770185772373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/143756770185772373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2011/05/divida-publica-para-o-publico.html' title='Dívida pública para o público'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-7863449656737155698</id><published>2011-05-23T23:53:00.000-03:00</published><updated>2011-05-23T23:53:44.337-03:00</updated><title type='text'>Educacao revolucionária para quem, cara pálida?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A sociedade da informacao como a propulsora de (outras) velozes transformacoes do capitalismo. As linhas fordistas, a producao em série, os milhoes e milhoes de bens a serem consumidos e produzidos, já sabiam muitos, seriam quase todos feitos por máquinas. Nao se trata de ajustes apenas adequados às necessidades crescentes, porque aqui nao se trata de pensar as relacoes de mercado como a teoria de Malthus sobre crescimento populacional e demanda de alimentos em proporcoes geométricas, e producao dos mesmos em proporcao aritmética. Isso é pouco, o século XXI demonstra que crescemos cada vez menos, e estamos cada vez mais diante de problemas já gigantescos. Trata-se de eleger um modelo dos criadores, inventores, descobridores. Pois estes inventarao novas tecnologias, suplantarao modelos para o consumo e assim deixarao que as máquinas trabalhem com a producao mecânica, fordista, com as esteiras. Até o dia em que a inteligência artificial provoque uma ruptura dessa relacao de subordinacao entre máquinas e homens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terrorismo digital à parte, a revolucao pela via educacional parece ser uma bandeira muito bonita, comprada por um amplo espectro político, das extremas esquerda e direita, até os adeptos de terceiras vias, liberalismos e conservadorismos. Fato é: a "revolucao" pela educacao, enquanto política pública, assumiu a forma mais desejável ao capitalismo que substitui o braco pelos cérebros, o suor por dedos irriquietos que digitam, escrevem, calculam. Somente uma populacao devidamente instruída, e nao somente instruída como o modelo liberal de educacao fez exigir - o amplo acesso ao ensino básico, mas instruída e apta a conduzir aportes, inovacoes, pensar cientificamente. A educacao, enfim, para o desenvolvimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pergunta-se: um modelo que atende à substituicao progressiva de seres humanos por capital humano. Pessoas que pensam, por pessoas que produzem pensamento, que por sua vez materializa-se em produtos novos, solucoes novas, a serem vendidas, comercializadas, liquidificadas na modernidade tardia. Nao se trata aqui de condenar cérebros inventivos. Pelo contrário: devem sim ser estimulados! Nao devem é ser estimulados, contudo, seguindo apenas uma lógica agrilhoante, de cadeias, desenvolvida para a sociedade de consumo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É esse o modelo que critico, e que parece ser cada dia mais e mais estimulado: a caca aos estudos universitários, a sanha por diplomas-resultados, a procura irriquieta de homens por sobrevidas que nao se deparam com o estimulante desafio do conhecimento. Acabam contornando-o, vendo-o quando muito de relance. E os gênios, os inventivos, criativos, se perdem e sao evidentemente menorizados, desmerecidos - se comparam aos gênios das Mil e Uma Noites: sao escravos! Nao detentores de lâmpadas, mas escravizados por producoes, por lattes repletos, por produtos finais de pesquisas, esquecendo de um compromisso, anterior a qualquer invento: com a sociedade que o envolve, com o bem-estar dessas pessoas mesmas, com os rumos que classes dirigentes conferem à mesma sociedade. É o mínimo a se esperar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, sempre me pareceu muito clara a necessidade de desenvolver ensinos básico e fundamental nao só estimuladores de conhecimento, mas sobretudo atentos às transformacoes de comunidade em nível local, às integracoes regionais de comunidades, aos desafios e problemas sociais nacionais e também internacionais. É dizer, desenvolver mecanismos de entendimento do que seja cidadania, participacao popular, sociedade civil, governo, instituicoes e direitos. Pedir mais do que pode fazer um professor da rede escolar, já repleto de encargos e ridicularizado com seus breves ganhos? SIM! É exigir um modelo de educacao para além das obviedades que exige as transformacoes da sociedade de informacao. A verdadeira revolucao pela educacao comeca com o desafio de mais horas na escola (e também na universidade), e mais estímulo e fomento nao a cérebros escravizados, mas a cérebros de cidadaos livres e &amp;nbsp;sobretudo socialmente responsáveis.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-7863449656737155698?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/7863449656737155698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2011/05/educacao-revolucionaria-para-quem-cara.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/7863449656737155698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/7863449656737155698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2011/05/educacao-revolucionaria-para-quem-cara.html' title='Educacao revolucionária para quem, cara pálida?'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-8530828535702058211</id><published>2011-01-15T14:32:00.002-02:00</published><updated>2011-01-15T14:45:23.473-02:00</updated><title type='text'>Fantasma</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acreditar? Não, não acredito. Porém, as constatações da vida crua urbana me levam a afirmar o contrário. Um fantasma é uma imagem não correspondente à realidade. Uma infinidade de imagens não correspondem à realidade, porque "realidade" acabou se tornando, nos nossos dias, um pretexto de tédio, ordem, logicidade, normalidade. Os processos racionais e os processos industriais tragaram a subjetividade humana. Os que a tais processos não se renderam, acabaram sendo taxados de loucos, desvairados.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um fantasma é, na origem do termo, um mostrar, uma aparição. Aparição apagada, como disse, por processos cadenciais, logicizantes. Um fantasma é, portanto, o que tendemos a negar, o que nos torna mais humanos: nossa capacidade de negar, criar vias alternativas, conduzir-nos através do que concebemos como esfera subjetiva.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terminal Rodoviário do Tietê. Cinco e dez da tarde. Sem muito mais o que fazer, tendo circuncaminhado pra lá e pra cá, bebido todas as águas posíveis, comido e até mesmo escovado os dentes, resolvi me acomodar em uma cadeirinha qualquer, e abrir minha aquisição mais nova: Sermões, do Padre Vieira. Sabia que não conseguiria ler muito ali, mas passatempo melhor que leitura, acho que não existe. Li algumas páginas, sem perceber muito bem quem estava ao meu redor. Havia umas jovens, comendo e conversando. Continuei a ler. Voltei meu olhar melhor. Eram umas jovens, cabelos lisos, com sacolas de compras e bem vestidas, tomando sorvete. "Ah, coisa nada nova", pensei. Continuei minha leitura, agora estranhando o relativo silêncio. Elas tinham ido embora. Pensei: "ah, enfim, paz". Outra conversa começara. Não pude deixar de não prestar atenção: "Essa situação no Rio de Janeiro está terrível, essas favelas foram tomadas, daqui a pouco vão adentrar com tanques nelas, é terrível, isso tudo é culpa da Dilma, terrorista, você já viu? A bandeira do PT é vermelha, o PT é aliado do Comando Vermelho, sabe o PCC? Pois é. Ela está fazendo isso, vai matar todo mundo e controlar tudo". Era um senhor de meia-idade, conversando com a senhora sentada ao meu lado. Eu apenas balançava a cabeça e ria dessa metralhadora de asneiras. A senhora, já cansada de tanta besteira, voltou-se a mim: "Que está lendo aí, filho?" Disse: "Antônio Vieira, Sermões."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- Ah, ele era baiano, né?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;-Na verdade, português. Mas veio pro Brasil e morou na Bahia durante muito tempo. Então é baiano de coração.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;-Está vendo, não te disse?&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi com essa conversa que ela foi se desconversando com o sujeito, que se despediu. Era uma velha de uns oitenta anos, negra, cabelos todos tomados de brancura e presos com grampos. Um vestido surrado, um tanto maltrapilha, e com uma mala de rodinhas, e sacolas atadas por todos os cantos. Carregava uma sacola de feira também. Cara no entanto atenta, uma expressão cambiante, entre severidade e serenidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;-Sou espírita sabe meu filho? Minha avó era francesa, meu pai, africano. A África, tem caldeirão lá, magia negra. Nasci na Bahia, mas vim cedo pro sul. Aprendi e estudei muito, equações e termodinâmica.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;-Ah sim.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- Sabe o que é um ovo de Colombo?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;-Sei sim, é um ovo que pára em pé.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;-E sabe como fazer isso?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- Não.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;-Ah, mas você tem de perceber que existem vários tipos de ovos, né. De galinha, de pato, de codorna...Só te digo isso..&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;-Hum...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;-Sabe, meu filho, essas mulheres brancas aí, são todas filhas, frutos do tráfico de drogas.Metidas com drogas, que financiam essas roupas e compras. E sabe o que mais? Essas criancinhas aí, todas mascando chiclete, é tudo maconha, eles poem no chiclete delas para as viciarem desde cedo, mascando e mascando. Aliás, esse senhor que estava conversando comigo, traficante. Ainda bem que não acreditei em nada do que ele me disse.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Respirei aliviado e comecei a depositar mais confianca na conversa. Não que fosse esperar lógica ou sentido nela, mas iria continuar a me distrair um bocado...Falou de plasma sangüíneo, de mulheres na política, de Margareth Thatcher, de Dilma Rousseff, e de outras coisas. Disse que quando chegava seis horas ali em São Paulo, Iansã vinha devagar, mansa, ocupando todo o espaço da rodoviária, numa imensidão gelada. Durante a conversa eu batia cadenciadamente minha mão esquerda numa mesinha lateral. Ela me repreendeu e advertiu, com aqueles olhos azuis arregalados, que eu não devia fazer aquilo, que chamava Exu. Tentei quebrar aquela situação, que ficou um pouco desconfortável:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;-E de onde a senhora vem?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;-Sou de todos os lugares e de lugar nenhum. Vou ao Rio de Janeiro, pego meu onibus às seis e meia, tenho uma missão por lá. Viajo sempre pelo Brasil, sabe filho, mas nunca saio das rodoviárias. Tem muita energia ruim por aí, sabe?&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao longo da conversa, retirava de suas sacolas mais sacolas, e de dentro delas outras sacolas, e papéis embrulhados. E de dentro dos papéis, mais papéis. E um garfo de plástico. Até que retirou mais papéis e um papelzinho amassado, em especial. Era uma nota de dois reais. Havia então parado de procurar. E continuou.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;-A Igreja Universal me persegue, sei disso. Minha filha morreu por conta do tráfico. Fora esse perigos, acho que tem outros também, sabe, filho? Aqui em São Paulo, tem muito preconceito contra gente como eu. Contra preto, contra pobre, contra nordestinos. Há pessoas que me desrespeitam muito, essas brancas mulheres de traficantes. Ficam na fila, demoram dentro do banheiro, falando no celular, e nao me deixam usar o banheiro, aí eu mijo na roupa mesmo. Por isso às vezes fico fedendo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessa parte da conversa, ela já falava rompida comigo, sabia que meu ônibus sairía logo, seu discurso voltava a si mesma, com um ritmo que somente ela acompanhava. Foi arrumando todas as sacolas, amarrando-as todas, embrulhando os desembrulhos. Levantou-se de pronto, arregaçou seu braço em minha direção, acenou e sorriu. O sorriso familiar, que permeou toda a conversa. Ainda hoje não descobri de onde tamanha familiaridade. Sorriu largamente, e se foi, sumindo na multidão. Eram seis horas em ponto. Rodei todo o terminal depois disso, até a hora de partida de meu ônibus. Não a encontrei mais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-8530828535702058211?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/8530828535702058211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2011/01/fantasma.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/8530828535702058211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/8530828535702058211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2011/01/fantasma.html' title='Fantasma'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-4651223468770380438</id><published>2011-01-01T20:41:00.001-02:00</published><updated>2011-01-01T20:42:22.304-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E deste lado, sentado, com as esperanças quase sem caber em mim. Acho que foi a grande lição que tenho tido nesta vida: jamais perdê-la, a esperança. Soa um pouco idiota esses balanços de passagens de ano, mas posso dizer com algum conforto que foi um ano de aprendizado. Aprendi a não me tornar escravo do que sinto, a não esperar acao daquelas pessoas de quem algum dia acreditei que sairía qualquer gesto direto, rápido, certeiro como uma pancada de confianca, reciprocidade, vontade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pessoas se resvalam em seus fluxos de continuidade, imprecisao. Se afogam em seus compromissos. Por vezes esquecem de ser o que mostravam ser antes de mergulharem num mundo de ilusoes, abracadas a memórias perdidas, a presentes perdulários, e quase nunca a futuros de esperancas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É dele que falo! O presente é realmente um presente. É somente o que temos. O que se foi está lá, perdido, entre um canto e outro de apego, de memória, uma reconstituicao. É passado, particípio. O futuro só é esperanca, pois ninguém tem bolas de cristal, e causalidade nao é obviamente lei universal num mundo de caos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resta a qualquer pessoa seu presente, e diante de insatisfacoes, a esperanca.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E no primeiro de janeiro de 2011, refiz meu compromisso com minha esperanca. E vi a primeira mulher tomar posse no cargo de presidente do Brasil.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-4651223468770380438?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/4651223468770380438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2011/01/e-deste-lado-sentado-com-as-esperancas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/4651223468770380438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/4651223468770380438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2011/01/e-deste-lado-sentado-com-as-esperancas.html' title=''/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-2423535710501014913</id><published>2010-10-07T14:43:00.000-03:00</published><updated>2010-10-07T14:43:11.792-03:00</updated><title type='text'>Acréscimo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Crescia, sem medo. Inerme, a correr naquela vastidão, com seus pezinhos afoitos e serelepes. Produzia buracos resvalados, pequenas tocas onde faria caber cada sentimentozinho seu. Não sem puxões de orelha de seu tutor: "-Abigail, você quer pegar bicho de pé? Amarelão?" Recontava cada episódio da infortúnia preguiçosa de Jeca Tatu, com ar de repreensão, mas ao mesmo tempo com seus olhos molengos, empapados sob aquela bolsa gorda e pintinhas ao redor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Abigail se sentia assim, feito Jeca. Sempre que comia aquele prato de arroz e feijão e se deparava com a enorme vastidão de luz que acachapava a cabeça dos peões. Era muito sol, e quente. Amolengava-se cantando samba lelê. Pena lhe era que esse mesmo sol não esquentava as bóias-frias. Ao menos seu prato permanecia quente, graças ao formidável fogão de lenha que Seu Valfrido mandara construir no anexo da usina. Não que isso lhe tornasse um homem melhor, ou de coração mais macio. Antes pelo contrário. Trazer Padre Tadeu fora apenas uma expiação de culpa, dessas que afligem corações perversos. Queria, antes de controlar peões com sermões do padre sobre a bondade do cultivo e do senhor, encontrar ali no seu complexo universo um confessor, alguém para quem pudesse dizer todas as maldades que inventara.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Claro que Abigail já havia feito a pergunta a Tadeu. Mesmo tendo crescido sem ter visto de perto o que poderia ser uma vida doméstica, familiar, quotidiana. Via meninos e meninas que chegavam junto dos volantes, a chamar de "mainha" e "paim" algumas almas obinubiladas pelo facão e fogo. Foi quando conheceu &amp;nbsp;Junim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Surpresa ou não, foi a primeira pessoa por quem guardou um afeto. Mal havia completado seus dez anos, mal sabia que emblemas revestiam os problemas da vida extra-canavial. Mal sabia que seu apego era o início da broca que atua no interior de si, perfura, deixa rasgos que nunca se fecham. Não que fosse paixão, pois nada havia ali além das meninices. Mas havia algo muito diferente do que tinha por Padre Tadeu, ou pelo que poderia perceber de sua experiência com Pitoco, seu primeiro cãozinho de estimação, ou por Dona Maria, cozinheira que fazia o feijão tão jeca-tatuzante. Era um apego de inércia, sabia que aquilo não acabaria, se acabasse seria o fim. Foi aí que esboçavam cavaleiros e armaduras, brincavam de pique-esconde em labirintos nem tão criativos assim, apedrejavam calangos, brincavam de atrapalhado mãe da rua entre si mesmos. Junim lhe contara sobre sua vida na zona rural de Ibaiúna, sobre seu pai e sua mãe. Foi o primeiro contato que Abigal teria com essa realidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-2423535710501014913?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/2423535710501014913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/10/acrescimo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/2423535710501014913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/2423535710501014913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/10/acrescimo.html' title='Acréscimo'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-2874049845258571224</id><published>2010-10-05T21:57:00.000-03:00</published><updated>2010-10-05T21:57:47.965-03:00</updated><title type='text'>Nascimento de Abigail.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero criar. Fiat lux, facio vitam. Fictícia, concordo. Rasguei as entranhas, rejuntei aminoácidos, proteína. Expeli líquidos, misturei todos eles. Uma manipulação que impõe medo. Desses, que fazem ranger dentes, criam carolas apavoradas, rezas de interior, velas acesas. Clonagem, reprodução assistida. Traz medinhos em gente pouca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assistam a Abigail. Entre um sufoco e outro grito, cachorrinho, cachorrinho. Aquela cena estava um nojo. Importava pouco de onde viera, aquele ambiente pedregoso, de varas de açúcar nada doces e marmitas, dormitórios coletivos e gosserias de tratos e mãos. Sobrava placenta, sangue, e dor. Muita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que referências poderia ter? A monocultura, o capataz que lhe perseguia, Padre Tadeu, as cobras perversas, a queimada. A usina. Os caminhoes. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Importantes, os caminhões. Eles vão e vem, na velocidade industrial. Chegam pessoas, saem outras, chegam máquinas e sai açúcar. Uma saída. Transe.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-2874049845258571224?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/2874049845258571224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/10/nascimento-de-abigail.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/2874049845258571224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/2874049845258571224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/10/nascimento-de-abigail.html' title='Nascimento de Abigail.'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-180387747947692504</id><published>2010-09-29T11:39:00.000-03:00</published><updated>2010-09-29T11:39:58.124-03:00</updated><title type='text'>Deste pedaco de Sulamerica, parte I</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu vivia até certa fase de minha vida aquela letargia imbecilizante de classe média. Vislumbrado aos caprichos da venda de imagem da boa vida, da bonanca primeiro-mundista, da rejeicao às formas, representacoes e realidades desta terra mazomba. Esse fetichismo tao criticado, que favorece um encanto à imagem da funcionalidade, da precisao, do ideal. Uma coisa meio Nabuco. Deve ser por conta disso que fui estudar no exterior, me encantei com essas facilidades contemporâneas de ir e vir, me enveredei nessa proposta germânica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Digo que superei essa imaginacao conhecendo mais do Brasil. Estou escrevendo sem muito propósito, mais como uma breve descricao reflexiva dos locais aos quais viajei, pertencentes a esse continente de cruz santa e índole papagaial.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recife. Nao, nao quero falar de praias, tapiocas ou cocos, tampouco tubaroes. Me impressionou o tamanho dos arranha-céus em Boa Viagem, certamente um desses milhares de influxos que toma a concentracao de capital, a composicao de grupos sociais. Fico buscando essa cadeia multi-causal, em que talvez a economia acucareira montada desde a colônia tenha proporcionado. E aí se formam as elites locais, e aí elas querem mais, e aí vêm e vao uns movimentos liberais, até que a marcha industrial se torna inevitável, e o boom dos modelos se prolifera. Ao mesmo tempo em que permanecem barraquinhas escambadas no entorno da universidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E resquícios evidentes daquela sociedade descrita por Freyre. Nao é que fui à padaria, na simples intencao de tomar meu desjejum e me deparo com um deles? A proprietária, matrona, gorda e sentada, apenas a contar suas breves notas do caixa. "Seus" funcionários (nao por coincidência, negros), a esquentar leites, servir café, fazer sanduíches de mortadela, limpar o balcao e espantar moscas insistentes. Ainda que as demandas da padaria crescessem vertiginosamente nos breves minutos em que lá estive, a proprietária permanecia inamovível. E os funcionários, todos, a escutarem suas ordens atendendo com um vocativo: -"Senhora?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro ponto desse imaginário e quotidiano resvalados de colonialidade: orgulhou-se uma colega ao dizer que o sotaque pernambucano era o mais próximo ao português luso em toda a regiao nordeste, no sentido de nao se produzir quaisquer sons chiados, quando se pronuncia o "d" e o "t". Ou uma tentativa de resgatar essa língua colonial perdida, mimetismo metropolitano, por parte da atendente da banca de jornais e salgados: "Este salgado, é de quê hein moca?" E ela: -É de queijo e fiambre." Ao que o cliente retruca: "-Queijo e presunto, é?" "-É."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escapando de anotar, pelas obviedades, a bela paisagem de Olinda, o contraste de céu, mar e coqueiros, ou o casario holandês. As frutas que parecem saciar a interminável sede quase equatorial, caju, cajá, graviola, coco. As identidades que se inventam no espaco urbano: uma cadeia de lojas chamadas "farmácia dos pobres". Um vaivém de homens de regatas, chaves e pochetes, e mulheres com sacolas e saias. E sim, os pernambucanos reclamam do calor, mesmo morando ali desde sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lugar melhor pra se discutir história colonial nao há.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-180387747947692504?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/180387747947692504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/09/deste-pedaco-de-sulamerica-parte-i.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/180387747947692504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/180387747947692504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/09/deste-pedaco-de-sulamerica-parte-i.html' title='Deste pedaco de Sulamerica, parte I'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-4858403679688445276</id><published>2010-09-16T18:14:00.002-03:00</published><updated>2010-09-16T18:14:55.793-03:00</updated><title type='text'>América Barroca, de Janice Theodoro</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Capítulo 1. Descobrimento da América: a comemoração como o narciso da cultura latino-americana&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Muitos países das Américas ainda mantêm sua ancestralidade cultural e étnica. A violência dos conquistadores é ponto comum de acordo no processo colonizador. É parte do imaginário comum a ideia de que as relações familiares eram mais estreitas junto às comunidades primitivas modernas, o que geraria um certo senso de recusa inconsciente dessa mesma sociedade tida por arcaica e atrasada. Assim é que também são preservados certos gostos por tradições coloniais, das quais não se quer afastar, mesmo após as independências. Apenas parecem ser modernas, as sociedades americanas de hoje. Pensar uma comemeoração dos descobrimentos é pensar em acontecimentos selecionados e conservados através de uma narrativa histórica, que ganha sentido à medida que é inserido numa grande cadeia explicativa da ancestralidade. Mas se um acontecimento é eleito, nele convergem linhas de desarticulação e rearticulação do relato, conferindo-lhe significados libertadores.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Os descobrimentos correspondem a duas ordens de significações: uma, a do imaginário europeu do século XV, em que a América deveria se transformar num Novo Mundo, em que os conquistadores deveriam implantar todos os padrões básicos da vida europeia. A outra, tendo por base os fragmentos das culturas pré-colombianas, favorecendo a concepção utópica de sociedades sem classe. Essas duas ordens de significações pretendem satisfazer de forma narcisística o nosso ideal de cultura. A comemoração do descobrimento objetiva, em última instância, desvencilhar-nos de modelos arcaicos cristalizados.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;A vertente ibérica que colonizou a América transportou o cenário medieval para o outro lado do Atlântico. As naus traziam, além de suprimentos, objetos que recompunham as estruturas de poder na Europa. A repetição e valorização do passado, para o colonizador, conferiu-lhe certa visão profética do processo colonizador. Valoriza a majestade de vida, da edificação pela pedra e suas imensas catedrais. Heróis são constituídos, tipo Camões. Já a vertente anglo-saxã, constituiu uma cultura que colocava dúvidas aos referenciais de origem. A história da Inglaterra era a de um mundo em crise, distanciando-se das representações heróicas do modelo ibérico. Optou pelas navegações e pirataria, e uma percepção bastante econômica de suas relações com o mundo recém-descoberto. O colono inglês constrói todo seu universo material sem apoio do Estado, o que o obriga a tomar consciência de sua situação real. Já o espanhol incorpora a presença do Estado através da possibilidade de recompor seu imaginário senhorial. Luxo, majestade, fortuna e glória lhes são máximes. Já as fantasias dos ingleses valorizam os elementos da cultura que possam ser apreendidos sob o signo de função. Não constrói para a eternidade, deixa margem para a mudança. É possível romper com o passado colonial. Daí se explica parcialmente a proliferação de fantasias democráticas e mudar estruturas político-econômicas atreladas ao passado colonial.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;A América foi inventada antes de ser descoberta. O descobridor representou seu sonho. O novo surge como reflexo do velho. Era indispensável a implantação de uma cultura material europeia manipulada pelo conquistador, expressões cênicas dos descobrimentos e da colonização. Paralelos entre o massacre do Templo de Tenochtitlán e o retorno de Ulisses, ou entre as pinturas renascentistas e a história norte-americana. Os símbolos da servidão deveriam ser repetidos. Mas as populações indígenas deixavam transparecer outras formas de conduta. A cidade era um lugar privilegiado para a realização de um longo ritual, no qual europeus e indígenas se tornavam artífices do Novo Mundo. A Igreja costumava fazer a tradução de símbolos e corporificar as harmonias do universo. A união das raças promovia a gradual perda da identidade europeia, e um mundo dito novo se fez a partir da renúncia do velho mundo. Uma memória fragmentada organiza, assimila e miscigena, compondo a fantasia da identidade latino-americana. A dificuldade, por exemplo, de se impor se fez presente na ocupação do México: procurou-se estabelecer uniformidade de ruas e fachadas e construções, que obedecessem aos padrões europeus. Além do trabalho de catequese, em que os indígenas aprenderam a imitar, mas não a recordar, como faziam os europeus e seu modo de pensar. O indígena reproduz o desconhecido, nesse sentido. A ruptura com as metrópoles não alterou as relações sociais, mantendo-se intactos os símbolos de poder.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;A oposição entre vencedores e vencidos é um tema de abordagem complexa pois a oposição se constitui quando analisada pelo código europeu. A cultura europeia, transformada em universal, acaba sendo utilizada como padrão único para ordenar e decifrar todas as culturas. Quando se supõe a possibilidade de descrever todas as civilizações, é trabalhada a hipótese de uma memória unívoca, sequencial, marcada pela ideia de progresso. Saimos do confronto para a assimilação. A cronologia que se sustenta pela cadeia de eventos escolhidos a posteriori, reverencia a história iniciada pelos descobrimentos. O conflito valorizado, se torna a raiz de nossa identidade. O que conhecemos, o que restou, são fragmentos esparsos. Resgata-se o movimento de oposição entre dominadores e dominados, e muitas vezes se resgata o passado pré-colombiano com a sensação do esquecimento e da perda. Não é possível se falar em assimilação, uma vez que ambas as culturas (nativa e europeia) não possuíam o mesmo tipo de padrão cognitivo. Vencedores e vencidos é uma terminologia que pressupõe possibilidade de resistência cultural. Um desejo profundo de se recuperar um universo perdido, reabilitá-lo como raiz de identidade indígena nacional. Sonhos de ordem, precisão, perfeição são sonhos onipotentes, sonhos modernos, do homem moderno.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-4858403679688445276?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/4858403679688445276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/09/america-barroca-de-janice-theodoro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/4858403679688445276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/4858403679688445276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/09/america-barroca-de-janice-theodoro.html' title='América Barroca, de Janice Theodoro'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-6596443475729780943</id><published>2010-08-24T08:14:00.001-03:00</published><updated>2010-08-24T08:14:57.276-03:00</updated><title type='text'>Mais Fernando Novais</title><content type='html'>Capítulo III- Os problemas da colonização portuguesa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na segunda metade do século XVIII, convergem duas tendências no comércio colonial e internacional: de um lado, o desenvolvimento irreversível da revolução industrial inglesa exigia cada vez mais a abertura dos mercados ultramarinos consumidores de produtos manufaturados; por outro lado, a política de autonomização e desenvolvimento econômico dos países ibéricos ia cada vez mais dificultando a penetração dos produtos ingleses nos mercados do ultramar pelas vias metropolitanas. (p. 123). As tensões desencadeadas pelo surto industrialista ameaçavam o próprio pacto da Inglaterra com suas colônias. Essa crise é apresentada como desafio à administração metropolitana, que a deveria enfrentar e resolver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portugal está em acentuado crescimento populacional. Apesar de alguns autores apontarem tal crescimento como relacionado a um certo incremento das atividades econômicas, o que se observa de fato é o profundo retraso de Portugal no sentido de levar a cabo um projeto de expansão das atividades manufatureiras organizadas em moldes capitalistas, o que já havioa sido denunciado por Alexandre de Gusmão, D. Luís da Cunha e outros. Uma política verdadeiramente protecionista e industrialista não se articula antes da terceira fase do governo de Pombal, que conduziu, segundo o autor, política manufatureira coerente e sistemática- tratou-se de esforço de recuperação. Esse desenvlvimento é tardio, mantem o problema do atraso e decadência. Já o Brasil mantém, em suas estruturas básicas, no arcabouço de sua economia exportadora e nas feições de sua sociedade escravista, os traços fundamentais da vasta zona periférica de exploração das economias dinâmicas do Velho Mundo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como Portugal poderia defender seu patrimônio (preservar seus domínios coloniais)? A defasagem do crescimento português em comparação às demais metrópoles europeias, e a pequenez geográfica do reino luso em comparação a seus domínios tornavam a manutenção territorial um problema. É no período do gabinete de Pombal que se lançam as linhas de definição territorial e preservação das fronteiras. A transferência da capital do Brasil para o Rio de janeiro e a do Governo do Maranhão para Belém do Pará demonstra essas preocupações de natureza geográfica. A competição colonial é agravada de forma definitiva, revestem-se de preocupações militares a questão da proteção do território e da integridade das possessões. Havia a preocupação também de certo perigo interno de uso de força e violência (causados pelos naturais do país, p. ex.). Os colonos começam a tomar consciência das oposições de interesse, a assimilar ideias revolucionárias, a aderir a ideias de contestação. Uma vez rompido o primeiro elo - a independência das colônias inglesas da América Setentrional - todo o arcabouço do Antigo Regime entra em crise. Por isto mesmo, a defesa do patrimônio colonial significava também a manutenção do absolutismo na Metrópole. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A importância da filosofia crítica da ilustração passa a se constituir como parte integrante do processo de alteraçao estrutural. Convergiam argumentos idealistas e argumentos utilitários para configurar o anticolonialismo das Luzes, que criticavam a dominação política da Metrópole, exclusivo comercial, escravismo e tráfico, a América voltava a penetrar no horizonte intelectual da Europa. A face reformista das luzes que incidirá mais sobre a metrópole, na colônia, a face revolucionária. A literatura iluminista será recorrente nas estantes dos intelectuais brasileiros desse período, que passarão a tomar consciência de que a Europa estava chupando toda a substância das colônias, de que o rei era como qualquer de nós, e que isso de religião é peta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que se tentará fazer é impedir o enfraquecimento do exclusivo metropolitano, coibindo o contrabando através de severa fiscalização e legislação. A metrópole não podia abrir mão do sistema. Curioso dizer que o contrabando era ele também um flanco de entrada de livros proibidos e mercadorias que eram impedidas de chegar aqui. Uma certa resistência, por parte dos colonos, à prática do exclusivo metropolitano do comércio, vai se engendrando com o próprio desenvolvimento da colonização. O regime promovia incrível alta dos preços e escassez das mercadorias estancadas, e criava condições para o florescimento de uma sinistra casta de atravessadores. Claro, o sistema era criticado pelos teóricos do mercantilismo ilustrado. Como também o foram as Companhias de Comércio. Há uma fissura entre os interesses dos mercdores e os interesses da Metrópole. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também era necessário reover os óbices internos que tivessem operado no sentido de travar o desenvolvimento industrial e canalizar as vantagens da exploração colonial do sentido de superar a acumulação primitiva e desencadear um processo de desenvolvimento manufatureiro. Nessas condições, a própria assimilação, pela Metrópole, dos estímulos, engendrados pela exploração das colônias, se constituía num problema. Assim é que o Brasil vai se tornando cada vez mais vital para a sustentação da metrópole. Várias linhas de argumentação são conduzidas para justificar o atraso da metrópole portuguesa: uma que estabelece que o período filipino teria impedido o reino de cumprir sua vocação ao progresso com D. Sebastião, em clara interpretação ufanista: uma segunda vertente, que propugna a ideia de que a perda das feitorias do oriente, a descapitalização de Portugal pelos espanhóis e o atraso do Reino pela decadência espanhola. Uma terceira linha atribui o atraso do reino à ação expoliativa da Inglaterra. E uma última linha explicartiva afirma que as próprias colônias (falta de gente, atraso da agricultura, não desenvolvimento manufatureiro) seriam responsáveis pela ruína de Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta última linha é exposta pelo autor como capaz de explicar parcialmente a decadfência do Reino, mas que certamente se somavam a vários problemas que se ligavam uns aos outros, em que o Portugal da época moderna parece configurar a situação de cristalização do capital comercial, que cria classes não-produtoras, homens de negócio, gente da nação, reinvestindo-se na riqueza móvel, se bloqueava a transição da acumulação mercantil para o setor produtivo. A formação social decorrente do quadro econômico é, portanto, fator de manutenção das estruturas arcaicas e do engessamento da modernização/industrialização portuguesa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-6596443475729780943?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/6596443475729780943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/08/mais-fernando-novais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/6596443475729780943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/6596443475729780943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/08/mais-fernando-novais.html' title='Mais Fernando Novais'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-1044937222998604936</id><published>2010-08-23T11:30:00.000-03:00</published><updated>2010-08-23T11:30:34.501-03:00</updated><title type='text'>Começa a saga cronometrada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não faço ideia se tem alguém lendo meus posts. Mas hoje começa uma saga do desespero. As seleções de mestrado batem às portas, as leituras ficam para trás. Precisando reativar a memória, vou rabiscar umas espécies de resenhas/resumos do que já li.&amp;nbsp;Transformando meu blog em um "porto-seguro" de informação um pouco mais sistematizada:&amp;nbsp;tudo bem, leitor, se vc não se interessa por história cultural ou social.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um espaço meio egoístico, este. Mas em breve volto a trazer coisas criadas por mim mas com finalidades não-egoístas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou começar com o livro do Fernando Novais, tão propagado como um dos "revolucionários" historiadores pela geração USP, que&amp;nbsp;"inaugurou" uma análise do processo de desmontagem do Sistema Colonial não apenas com&amp;nbsp;os olhos intestinais e tradicionais&amp;nbsp;dos intérpretes&amp;nbsp;(sociólogos e economistas tributários de uma historiografia muitas vezes desenvolvida com alguns tons marxistas, como Caio Prado Júnior e Celso Furtado), mas trazendo a si certa posição de historiador "hard" (se é que assim podemos colocar), conferindo uma visão estruturante e globalizante do colapso do Antigo Regime e do próprio Sistema Colonial, &lt;em&gt;pari passu.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Revolucionário ou não, o livro &lt;em&gt;Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial&lt;/em&gt; (1777-1808) lança mão da tese de que "a política (portuguesa) relativa à colônia ("brasileira")&amp;nbsp;se manifesta como resposta aos problemas efetivos que a manutenção e a exploração do ultramar apresentavam à Metrópole" (p. 5). O fenômeno específico é o quadro de certo aparato mental dos dirigentes metropolitanos que, por meio de normas e ações, conduzem as transformações inseridas no quadro maior, de mudanças estruturais e colapso do Ancién Régime. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Capítulo I- Política de Neutralidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A expansão ultramarina e colonial é um processo inserido como elemento decisivo no jogo político das principais potências europeias, as quais buscavam sua hegemonia. Entender o surgimento de cada potência europeias significa estabelecer as preponderâncias sucessivas que é parte integrante do próprio processo de formação dos estados modernos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portugal e Espanha, superados por outras nações e colocados em condições secundárias no curso&amp;nbsp;da modernidade, conseguem se manter relativamente autônomos e manter suas possessões coloniais. Portugal consegue manter seus domínios, atravessando a sucessão de crises e tensões, ao alinhavar-se à Inglaterra e constituir o Brasil como núcleo essencial da máquina colonialista.&amp;nbsp;Inglaterra garantia a proteção se Portugal concedesse vantagens comerciais no mercado ultramarino. A preservação das colônias (e sobretudo das possessões na América Portuguesa) se torna condição de manutenção da própria existência de Portugal- é moeda de troca para as proteções e intervenções inglesas. Resumindo: Inglaterra protege as colônias e a metrópole para explorá-las em seguida. A ameaça vinha da Espanha bourbônica, apoiada na aliança com a França, que tinha planos de refazer a união ibérica. O autor diz que essa política portuguesa é de &lt;em&gt;neutralidade&lt;/em&gt; (coisa com que não concordo)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A extensão e importãncia das colônias ibéricas só foi mantida graças à rivalidade entre Inglaterra e França, e a diferença entre posição política e econômica das metrópoles também. O evento que aponta a crise do Sistema Colonial mercantilista é a independência das colônias inglesas. A defasagem entre a posição econômica política e econômica das metrópoles é, por si só, elemento intrassistêmico que justifica a crise superveniente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Capítulo II: A Crise do Antigo Sistema Colonial&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Discute-se o sentido comercial da colonização moderna, os elementos caracterizadores do Antigo Regime: a centralização política, sociedade estamental, capitalismo comercial, expansão ultramarina e colonial são caracterizados, e suas decorrências (escravismo como tendência à primitiva acumulação de capital, consytituição de economias de subsistência voltadas a seu próprio consumo- daí a necessidade de se colonizar para o capitalismo - criando mecanismos em que se impunham as formas de trabalho compulsório). discutidas como fatores da montagem e organização do sistema colonial. Esses fatores desembocam na crise do colonialismo mercantilista, uma vez que a economia escravista e a produção para o capitalismo europeu solidificavam as bases sociais num binômio senhor-escravo: a linha de desenvolvimento econômico é a de complementar a economia central metropolitana. As colônias são o fator fundamental para a acumulação primitiva de capital das economias centrais. Além de ampliarem o mercado consumidor de produtos manufaturados, criando os pré-requisitos para a revolução industrial. A dinâmica do sistema, portanto, ao funcionar plenamente, vai criando ao mesmo tempo as condições de sua crise e superação. Nesse sentido, a competição das potências no Ultramar é furiosa, a Inglaterra conquista seu espaço hegemônico após a guerra dos Sete Anos e antes da independência dos Estados Unidos da América do Norte: fortalece seu exclusivo metropolitano com suas colônias, acentua a a penetração nas colônias ibéricas, através da metrópoles ou mesmo do contrabando. A ruptura do pacto, feita pela independência dos EUA, a possibilidade se torna realidade, as formas políticas republicanas acentuavam o quadro de&amp;nbsp;crise&amp;nbsp;não apenas do Sistema Colonial, mas de todo o Antigo Regime. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A resenha continua. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-1044937222998604936?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/1044937222998604936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/08/comeca-saga-cronometrada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/1044937222998604936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/1044937222998604936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/08/comeca-saga-cronometrada.html' title='Começa a saga cronometrada'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-4160103829738586060</id><published>2010-08-11T22:29:00.001-03:00</published><updated>2010-08-11T22:29:55.576-03:00</updated><title type='text'>Escravizar, conquistar, aniquilar: bem-vinda, brava gente!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Colando a postagem aqui que nunca sei o que pode acontecer com essas postagens por lá...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"...peço licença para uma breve digressão, nossa milícia senhor é diferente da regular que se observa em todo o mundo. Primeiramente nossas tropas com que imos [sic] à conquista do gentio brabo desse vastíssimo sertão, não é de gente matriculada nos livros de V.M. nem obrigada por soldo, nem por pão de munição; são umas agregações que fazemos alguns de nós, entrando cada um com os servos de armas que tem e juntos imos ao sertão deste continente não a cativar (como alguns hipocondríacos pretendem fazer crer a V.M.) senão adquirir o Tapuia gentio brabo e comedor de carne humana para o reduzir ao conhecimento da urbana humanidade, e humana sociedade à associação racional trato, para por esse meio chegarem a ter aquela luz de Deus e dos mistérios da fé católica que lhes basta para sua salvação (porque em vão trabalha, quem os quer fazer anjos, antes de os fazer homens) e desses assim adquiridos, e reduzidos, engrossamos nossas tropas, e com eles guerreamos a obstinados e renitentes a se reduzirem: e se ao depois nos servimos deles para as nossas lavouras, nenhuma injustiça lhes fazemos, pois tanto é para os sustentarmos a eles e a seus filhos como a nós e aos nossos: e isto bem longe de os cativar, antes se lhes faz um irremunerável serviço em os ensinar a saberem lavrar, plantar, colher e trabalhar para seu sustento, cousa que antes que os brancos lho ensinam, eles não sabem fazer: isto entendido, senhor?"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Carta de Domingos Jorge Velho, dirigida ao Rei de Portugal, D. Pedro II de Bragança, na ocasião da destruição da resistência do quilombo dos Palmares. In : ROMEIRO, Adriana. Paulistas e emboabas no coração das minas. Ideias, práticas e imaginário político no século XVIII. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008, p. 244.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É curiosíssima a pretensão do homem de armas, a serviço da Coroa, no trato das gentes do sertão. Conforme se observa no trecho acima, as formas de dominação são atestadas pela obrigação ao trabalho compulsório nas lavouras e roças. Escravidão, sem tirar nem por. Por mais que fosse possível encontrar desargumentos ou injustificações da escravização indígena, com base no imaginário vigente à época, de uma vocação natural do negro africano ao trabalho e a consequente desvalorização (ou mesmo proibição ética e religiosa) de escravização dos gentios da terra, almas destinadas à salvação divina pela catequização, sua existência não pode ser negada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existira e precisava ser justificada. Se na América Espanhola o índio não fora feito escravo, mas submetido aos sistemas de trabalho compulsório em minas e plantations sob a vigilância de senhores encomenderos e capatazes, na América Portuguesa o indígena não terá a mesma sorte de uma sistema econômico propício a formas de dominação em rodízio de trabalho, como nas minas de prata de Potosí (dada a dispersão das tribos e dos agrupamentos aqui na Terrae brasilis). E por mais que o indígena submetido a tais tarefas fosse liberado após o período em que estivesse sob o jugo dos conquistadores, certamente seu retorno às origens não ocorreria nos mesmos termos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O processo de conquista territorial e populacional na América Portuguesa proporcionava, portanto, uma gradual "inserção" dos cativos (sim, pois estão a ser dominados em cativeiro, em regimes de trabalho compulsório) à lógica do homem conquistador. Se a Igreja não se estendera em todo o território em missões de catequização, seu insucesso na empresa de completa conversão dos indígenas se observasse, o papel de inserção desse cativo ao "processo civilizador" (termo de péssimo gosto que menospreza o fato de civilização ser uma experiência de qualquer cultura humana) só seria possível pela lógica moderna da organização dos mundos do trabalho. O homem que trabalha, que se devota ao esforço diário de sua justificação, de sua fundamentação na ordem do mundo, marcado pela graça e pelo vínculo amoroso (conforme explicitamos no texto anterior), é o homem moderno. Fé passa a caminhar, de mãos dadas, com o trabalho no mundo moderno. Só a fé salva. Só o trabalho dignifica. Eis a lógica moderna, de lançamento dos alicerces mais sólidos (e ao mesmo tempo, mais assustadores) do capitalismo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-4160103829738586060?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/4160103829738586060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/08/escravizar-conquistar-aniquilar-bem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/4160103829738586060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/4160103829738586060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/08/escravizar-conquistar-aniquilar-bem.html' title='Escravizar, conquistar, aniquilar: bem-vinda, brava gente!'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-7686408073218946546</id><published>2010-08-11T22:26:00.000-03:00</published><updated>2010-08-11T22:26:28.490-03:00</updated><title type='text'>Caminhos do ouro, descaminhos da Justiça</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Resolvi colar esta postagem de minha autoria aqui, já que nunca se sabe o que pode acontecer com um blog que não é seu.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Cada anno vem nas frotas quantidades de Portuguezes &amp;amp; de Estrangeiros, para passarem às Minas. Das Cidades, Villas, Reconcavos &amp;amp; Certoens do Brasil vão Brancos, Pardos, &amp;amp; Pretos, &amp;amp; muitos Indios de que os Paulistas se servem. A mistura he de toda a condição de Pessoas: Homens, &amp;amp; Mulheres: Moços, &amp;amp; Velhos: Pobres, &amp;amp; Ricos: Nobres &amp;amp; Plebeos: Seculares, &amp;amp; Clérigos: &amp;amp; Religiozos de diversos Institutos, muitos dos quaes nao tem no Brasil Convento, nem Casa. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Sobre esta Gente quanto ao temporal não houve atè o presente coacção, ou governo algum bem ordenado: &amp;amp; apenas se guardão algumas Leys, que pertencem às Datas, &amp;amp; Repartiçoens dos Ribeiros. No mais não há Ministros, nem Justiça que tratem, ou possão tratar dos castigos dos Crimes que nao sao poucos, principalmente dos homicidos &amp;amp; furtos."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;IN: ANTONIL, André João. Cultura e opulencia do Brasil por suas Drogas e Minas ...Lisboa: Na Officina Real Dislandianesa, 1711, pp. 136-137. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A situação apresentada por Antonil é a que precedeu a separação da Capitania de Minas Gerais da de São Paulo, fato ocorrido em 1720. O interesse metropolitano somente se justificou no momento em que as Datas auríferas haviam sido devidamente estabelecidas, e as revoltas pela posse das minas, quais sejam, a Guerra dos Emboabas e a Revolta de Felipe dos Santos, efetivamente deflagradas e contidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um novo pedaço da América Portuguesa se estabelecia com a ocupação de um imenso território adentro, com promessas enormes e desafios ainda maiores à dinastia de Bragança, que se via pressionada pela política de alinhamentos europeia (a Casa de Bourbon conquistando espaço junto à Espanha, intimamente ligada à França enquanto Portugal, diante da perda de territórios como de Sacramento e da anuência com as ocupações espanholas na Amazônia, articulou - ou selou- seu enredamento com a Inglaterra). O fluxo de imigrantes, esperançados pela promessa de riquezas, empurrava ainda mais a Coroa a agir na Colônia com braços fortes, até então não vistos cá nos trópicos, estruturando uma administração que não somente fosse capaz de fiscalizar, impedindo o contrabando, mas sobretudo de punir, evitando sedições e garantindo a "justiça", a "ordem", "a paz". &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esgoelavam-se os prometidos do ouro, revigorava-se mais um dos muitos capítulos da história da escravidão, num inagurado ciclo econômico, reproduzia-se um (ainda que relativamente tímido) ritmo de vida inédito, o urbano, estruturavam-se sociabilidades completamente novas. Eram os muitos homens de toda procedência, em busca de afirmarem sua existência na lógica da dádiva e da conquista.&lt;br /&gt;A quem prestava o Direito, a quem era feita a Justiça, senão aos que nesta terra tudo queriam, tudo sonhavam e nada temiam? Para quem serviam as Leis? Tudo novo, nada novo...Estável lógica, essa da história da riqueza humana.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-7686408073218946546?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/7686408073218946546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/08/caminhos-do-ouro-descaminhos-da-justica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/7686408073218946546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/7686408073218946546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/08/caminhos-do-ouro-descaminhos-da-justica.html' title='Caminhos do ouro, descaminhos da Justiça'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-2929558567745159412</id><published>2010-08-11T22:15:00.001-03:00</published><updated>2010-08-11T22:16:25.009-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Engraçado como as decisões nos entorpecem, tragam, revolvem as partículas desse "eu" tão perdido, o sujeito desconhecido, pisoteado, retorcido, esfumaçado pelo convívio. Não, não sou fruto do meio. Mas sou um enxerto nele. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quisera acreditar em escolhas puramente racionais, meticulosas, calculadas. Elas só são tomadas porque o têm de ser. Inevitável é escolher. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Remeto ao interessante trabalho de Natalie Zemon Davis, com o qual estou tendo contato nesses últimos&amp;nbsp;dias, &lt;em&gt;Culturas do povo&lt;/em&gt;. Os &lt;em&gt;Griffarins &lt;/em&gt;da&amp;nbsp;França quinhentista, homens operadores de máquinas de prensa gráfica, a revolucionária- ou nem tanto - engenhoca de Johannes Gutenberg,&amp;nbsp;poderiam ser apenas frutos de seu meio: liam, ainda que o básico, para operar caracteres gráficos. Homens abertos à inovação técnica, abertos às investidas sedutoras do ascendente protestantismo. A máquina que operavam, operava mudanças em suas visões de mundo: por um lado, alguns se vendiam ao preço de banana, os chamados&amp;nbsp;&lt;em&gt;Forfants&lt;/em&gt;, para executar semelhante serviço.&amp;nbsp;A desigualdade é certamente fruto da necessidade econômica, mas as duas estão a se interpor a todo instante. Não necessitassem de qualquer&amp;nbsp;vintém, não estariam os &lt;em&gt;Forfants&lt;/em&gt; a&amp;nbsp;vender sua mão-de-obra a preço tão baixo. Não necessitassem as instituições de&amp;nbsp;expedir papéis e comunicar-se em&amp;nbsp;impressos tão velozes, não precisariam de&lt;em&gt; Forfants&lt;/em&gt;. A lógica capitalista&amp;nbsp;depende dessa mola da técnica: inventar a necessidade é inventar a desigualdade. Quem puder pagar pela necessidade criada está investindo na possibilidade futura de novas necessidades serem inventadas. E quem não puder pagar, que arrume uma maneira para&amp;nbsp;manter sua própria existência.&amp;nbsp;Não se vende mão-de-obra,&amp;nbsp;se&amp;nbsp;atropelam potencialidades não desenvolvidas. A lógica é simples.&amp;nbsp;Qualquer "outra"&amp;nbsp;necessidade, que não a mais primordial do homem, é fruto do desenvolvimento tecnológico. Realizá-la depende de novos investimentos, ou de atropelar a própria potencialidade, operando a máquina, a preço módico. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É&amp;nbsp;o início da desigualdade na civilização industrial. Escolher entre as Companhias criadas com o fim da sociabilidade e cooperação enre seus membros, ou a possibilidade das novas sociabilidades de certo tentador progressimo protestante? Não há escolha. O projeto da Igreja Católica venceu em Lyon, junto aos agentes da comunicação impressa, aproveitando-se da polarização do conflito&amp;nbsp;entre Griffarins e Forfants. A pergunta é a mesma: escolheram? Racionalmente? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As demonstrações da autora sugerem bastante que não. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-2929558567745159412?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/2929558567745159412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/08/engracado-como-as-decisoes-nos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/2929558567745159412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/2929558567745159412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/08/engracado-como-as-decisoes-nos.html' title=''/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-2493988040693518846</id><published>2010-07-21T12:13:00.000-03:00</published><updated>2010-07-21T12:13:59.869-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://duiequel.files.wordpress.com/2007/04/belo-horizonte-03.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" hw="true" src="http://duiequel.files.wordpress.com/2007/04/belo-horizonte-03.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esperaram muito tempo, ocupações sem fim, desordens do tamanho do Belvedere, abrutalhamentos urbanos da ordem do Buritis, para finalmente&amp;nbsp;ser aprovada nova lei de parcelamento, ocupação e uso dos solos urbanos de Belo Horizonte.&amp;nbsp;Diminuem o tamanho das edificações, acirra-se a fiscalização sobre obras, regulamentam-se as dimensões de áreas livres e varandas. Alturas de prédios em alguns bairros passam a ser limitadas também. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://portal6.pbh.gov.br/dom/iniciaEdicao.do?method=DetalheArtigo&amp;amp;pk=1037945"&gt;http://portal6.pbh.gov.br/dom/iniciaEdicao.do?method=DetalheArtigo&amp;amp;pk=1037945&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes constatar as ilhas de calor, a excessiva especulação imobiliária, o crescimento vetorizado -ou setorizado- e a extrema desigualdade e concentração da ocupação urbana. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ainda há o problema da Granja Werneck, sobre a qual querem construir a Vila da Copa. Em área quilombola. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É aqui que eu moro, e muitas vezes me pergunto: é aqui que eu quero ficar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-2493988040693518846?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/2493988040693518846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/07/esperaram-muito-tempo-ocupacoes-sem-fim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/2493988040693518846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/2493988040693518846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/07/esperaram-muito-tempo-ocupacoes-sem-fim.html' title=''/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-2436380042149289831</id><published>2010-07-20T21:52:00.001-03:00</published><updated>2010-07-21T22:54:23.528-03:00</updated><title type='text'>Bodas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eis que me volto às voltas mais voltaicas da vida. As escolhas vem e vao, as palavras pesam, as promessas despencam, a carruagem anda. Estava lá a criatura ingênua, a preencher a primeira ficha de inscricao para o Vestibular da UFMG. Faria como treineiro, para testar seus conhecimentos, para o ano seguinte. Estava certo, desde seus quinze anos, de que cursaria Direito. O curso dos diplomatas, dos advogados, dos homens engravatados, que falam bonito e ganham dinheiro. Nao tinha visto curso cujo curso fosse tao histórico, em movimentos crescentes de conquistas: levantavam vozes em Paris, acirravam-se lutas em Havana, e olha só, discursavam os senadores romanos. Uma imagem poética, discursiva, ideal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assinalou História, foi aprovado, acreditou ser simples entao passar no ano seguinte para Direito. Foi o que fez. Comecou com paixao, terminou com ressalvas. Muitas. Descobertas e acertos. E preferências.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E viu-se voltando à História...Ela voltando nele. Dando choques de água fria. Absorvido pela sensacao de entender os homens, já que as leis deles pouco dizem. Precisava ouvir o mundo pela boca dele mesmo. E vê-lo em seu curso. Conflituoso, nao apaziguado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Casei-me com Clio.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-2436380042149289831?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/2436380042149289831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/07/bodas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/2436380042149289831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/2436380042149289831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/07/bodas.html' title='Bodas'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-7372419304028356742</id><published>2010-07-20T21:37:00.000-03:00</published><updated>2010-07-20T21:37:14.979-03:00</updated><title type='text'>De-banda</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;i&gt;Estava à toa na vida,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;i&gt;Nenhum amor me chamou&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;i&gt;Chamei pra ver se respondia.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;i&gt;Veio quem eu menos queria,&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;i&gt;Esperei mais um tempo.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;i&gt;Nao sei se isso adiantou.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;i&gt;Olhei, frêmito, afoito: o presente era eu. O futuro era o amor,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;i&gt;O passado, a ilusao.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;i&gt;Esqueci de meu tempo, abri o caderno, esperei recordar o irrecordável: que viessem as lembrancas.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;i&gt;Imaginei situacoes. Lugares, prazeres, fogaréus fátuos. Tensoes superficiais.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;i&gt;Cruzava olhares, horizontes, dados.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;i&gt;Me perdi. Sem nunca ter me achado.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-7372419304028356742?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/7372419304028356742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/07/de-banda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/7372419304028356742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/7372419304028356742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/07/de-banda.html' title='De-banda'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-147607849497277486</id><published>2010-07-06T22:43:00.000-03:00</published><updated>2010-07-06T22:43:34.229-03:00</updated><title type='text'>Relatos de cidade crua</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Nao preciso ir longe, a nenhuma metrópole de filme de gângsters, nem mesmo ao Rio de Janeiro do frissom midiático. Violência bate na cara, pode ter sido só um arranhao, leve tapa. A dor pode ser graduada. Objetivamente, fui espectador. Poderia ser vítima.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Cena 01.&lt;/b&gt; Chegamos eu e mais três amigos num bar, ali na Serra. Um deles diz à motorista do carro se nao preferiria pará-lo mais à frente. Achara o lugar estacionado muito escuro. Eu, ingênuo, disse, bobagem, estamos próximos do bar e do movimento. Nao há perigo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Pois havia. Saímos eu e a motorista, mais cedo, e indo pegar os pertences dos colegas. Passamos por um carro cujo vidro lateral estava com um senhor rombo. Um buraco grotesco, certo frio e silêncio incomodante. Sucederam-se gritos, coisa como gente, ali, pega ladrao, pega ladrao, repetidas vezes, cada vez em tom mais alto. Luzes vermelhas tremulavam, irradiadas entre folhas de trepadeiras de muro. Vi um homem pisando em outro, na íngreme calcada de concreto da ladeira. E ouvi gritos contínuos. Arrancamos o carro. Gelo interior. Abracamo-nos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Cena 02. &lt;/b&gt;Sábado, oito da noite. Ia ao concerto de piano da graduacao de um amigo. Coincidentemente encontrei uma amiga no ônibus, 2004, que também ia ao concerto. Conversávamos sobre trivialidades quaisqueres, receitas da TV ônibus, racismo e apartheid, colonizacao holandesa na África do Sul. Entrou uma voz esganicada, confusa, a berralhar coisas ininteligíveis no ônibus. Pensamos em louco, drogado, algo mais corriqueiro. Nao era. Avancou a catraca, e pos à mostra sua arma de fogo na cintura. Havia um segundo, a auxiliar a coleta dos pertences. Exigiu celular e dinheiro. Eu, apenas com meu pobre celular Nokia q comprei em 2007, com o dinheiro da primeira bolsa de pesquisa que obtive. Nem tirei do bolso, nao tinha prestado atencao na exigência do celular. E doze reais. Os homens ignoraram tamanha pobreza, arrancaram os 50 reais da mao de minha amiga. Um pai em desespero agrrou sua filha. Desceu do ônibus. Havia desobedecido a ordem dos assaltantes. Desceram e permaneceram apontando a arma aos dois acuados. O ônibus seguiu. Muita raiva, irascíveis alguns passageiros, outros chocados. Ouvi um: "a gente trabalha sábado até essa hora pra merecer isso?" Murros na parede do ônibus. Choros e solucos. Pedia que parasse. Dois pontos depois parou. Gritaram à viatura, estacionada diante do Colégio Militar, para que pegasse os homens. Foram. Vacilantes.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Descemos do ônibus. Muitos foram prestar a ocorrência. Disse a minha amiga que recuperar aquele dinheiro seria quase impossível. Quantos ônibus passam pela Antônio Carlos por minuto? Pegamos um até o final de nosso destino, a UFMG. Os autores do crime, provavelmente, outro, com outro destino, para bem longe dali.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Me senti completamente espectador, atordoado, sem queda de qualquer ficha.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Prefiro nao acreditar em converseiro fiado. Violência está aí, para qualquer um que a presencie. Ou infelizmente a sofra. Seguranca pública, nem tanto. Saber que se está seguro no meio social é muito mais difícil que saber que nao se está. As possibilidades sao inúmeras, os fatores, complexos, os agentes, diversos.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-147607849497277486?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/147607849497277486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/07/relatos-de-cidade-crua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/147607849497277486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/147607849497277486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/07/relatos-de-cidade-crua.html' title='Relatos de cidade crua'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-4035039188642831586</id><published>2010-07-06T17:20:00.000-03:00</published><updated>2010-07-06T17:20:02.741-03:00</updated><title type='text'>Comunitarismo fraquejado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este momento em que escrevo é pernicioso. Produz inversões sem fim. Estabelece não eixos, mas rupturas em quaisquer possibilidades de alinhamentos: estamos diante de uma bobajada chamada comunitarismo - isso mesmo, uma espécie de&amp;nbsp;desfibrilamento cardíaco do curso tradicional que o capitalismo de matriz liberal produziu. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O indivíduo cercado em sua individualidade, seu potencial para o consumo e para as atividades que marquem sua "importância singular"&amp;nbsp;: lógica de identidade construída&amp;nbsp;por uma subjetização da objetividade,&amp;nbsp;degringola a cada passo da civilização pós-industrial.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Subjetivização da objetividade é, nesses termos, o resultado esperado da complexa teia social: alguém é o que objetivamente pode ser. Num materialismo que dispensa qualquer referência a autores, o que se observa é que os dados da existência humana são aqueles que objetivamente compõem o traço da especificidade, da singularidade, da composição desse "eu", tão abstrato, de cada um: com quem sai, que lugares freqüenta, onde trabalha, qual é sua formação, que faz durante seu dia-a-dia, quantos reais possui em sua conta bancária, que música ouve, que comida come, que livros lê, que filmes assiste. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isso se estabelece por condições materiais, certo. Mas esse mesmo indivíduo, que depositava confiança em sua inextricável liberdade, perde toda sua orientação na aniquilação diária que a mesma sociedade de massas inventou: convivem sofrimentos, fomes, pestilências, insalubridades, catástrofes em territórios esfrangalhados pelo colonialismo, pelo neocolonialismo, pela permanência atroz de estruturas de subordinação e misérias sem fim. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resolver tais problemas não parece solução, tampouco prioridade. A lógica maior é a de respeito alimentado como um gordo novilho cevado, a toda e qualquer diferença, sem, no entanto, que ela nos chegue a incomodar. Estou falando de um discurso perverso, como esses de alguns países europeus, que querem ter no Brasil exemplo de tolerância à diferença, que acreditam que coabitar uma cidade com milhares de barracões e algumas torres de luxo é exemplo de cultura comunitária, de paz e boa convivência. Cultura que esbofeteia todos os dias nossas caras, com uma violência explícita e ácida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se há que se falar em comunidade, comum +&amp;nbsp;unidade, ela tem que existir nas condições mais simples, imediatas, materiais, que contribuam não à formação da subjetividade, da individualidade (e de&amp;nbsp;indivíduos que se acham integrados de alguma forma que ninguém sabe qual é), mas acima de tudo, de sua composição social, de sua efetiva integração a um corpo assim chamado de comunidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-4035039188642831586?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/4035039188642831586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/07/comunitarismo-fraquejado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/4035039188642831586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/4035039188642831586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/07/comunitarismo-fraquejado.html' title='Comunitarismo fraquejado'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-2066508707129683949</id><published>2010-07-06T16:37:00.000-03:00</published><updated>2010-07-06T16:37:31.593-03:00</updated><title type='text'>Políticas para a indústria brasileira: cadê?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://psiubiologia.files.wordpress.com/2008/10/industria_r3_c2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="190" rw="true" src="http://psiubiologia.files.wordpress.com/2008/10/industria_r3_c2.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os números do IBGE divulgados recentemente apontam uma desaceleração da produção industrial do Estado de São Paulo. Responsável pela maior parte da produção industrial do país, o estado desacompanha o ritmo de&amp;nbsp;ligeiro crescimento&amp;nbsp;do indicador PIA do país. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, é verdade que a produção industrial indica o fator mais importante de uma economia, e não estou me filiando a nenhuma corrente de pensamento econômico: produção industrial demanda serviços, e matérias -primas, o que por óbvio fomenta as atividades do setor terciário e primário. É o verdadeiro coração de uma economia, na lógica mais simples que há a se fazer. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, obviamente, depende de políticas que incentivem tais atividades: planejamento tributário, infraestrutura de transportes, energia, etc. O que me incomoda é: planos para o fomento da atividade industrial desconcentrados do polo sudeste ainda não existem. PAC, ou qualquer outro ainda são palavras frouxas, sem uma efetividade que salte aos olhos.&amp;nbsp;Vejamos os discursos dos candidatos à Presidência nesse sentido. Aguardo com certa ânsia. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-2066508707129683949?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/2066508707129683949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/07/politicas-para-industria-brasileira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/2066508707129683949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/2066508707129683949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/07/politicas-para-industria-brasileira.html' title='Políticas para a indústria brasileira: cadê?'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-3555943241306142489</id><published>2010-07-06T16:05:00.000-03:00</published><updated>2010-07-06T16:05:34.998-03:00</updated><title type='text'>Bete Balanço.</title><content type='html'>Estou num momento bete balanço. Dor e grana parecem próximos. Basta seguir a estrela, um brinquedo de "star". Afinal, nada aqui se é. Se está. Um brinquedo de estar. Brincamos sempre de estarmos algo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o futuro é duvidoso, necessário é vir com tudo. Pois estes, nunca cansam. São verdadeiros Sísifos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vídeo da canção: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Wpwoi7EtW4w&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Wpwoi7EtW4w&amp;amp;feature=player_embedded&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-3555943241306142489?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/3555943241306142489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/07/bete-balanco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/3555943241306142489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/3555943241306142489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/07/bete-balanco.html' title='Bete Balanço.'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-5947381037417939445</id><published>2010-07-06T15:54:00.001-03:00</published><updated>2010-07-06T15:55:21.627-03:00</updated><title type='text'>Indignado mesmo!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O post só cumpre uma utilidade pública: O sítio do Arquivo Público Mineiro está desativado por motivos de uma relevância esdrúxula. Informa o site que &lt;em&gt;“Este site está desativado em função da legislação eleitoral até que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) oficialize o término das eleições&lt;/em&gt;”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais uma vez, está-se&amp;nbsp;diante da confusão entre&amp;nbsp;serviço institucional e&amp;nbsp;propaganda antecipada. Tudo porque o candidato&amp;nbsp;tucano Antônio Anastasia&amp;nbsp;foi multado em 5 mil reais pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais por estar fazendo propaganda antecipada, ao conceder entrevista ao síte Agência Minas, vinculado ao Governo, segundo li no Estado de Minas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Governo se difere de Estado, já cansamos de saber. Que cargas d'água de propaganda antecipada&amp;nbsp;o site do Arquivo Público Mineiro poderia fazer? Anunciar suas obras de ampliação? Bom senso nessas horas deve sempre falar mais alto, em especial a um candidato da situação. Impedir um serviço prestado pelo arquivo (consulta à documentação digitalizada) é que não.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-5947381037417939445?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/5947381037417939445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/07/indignado-mesmo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/5947381037417939445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/5947381037417939445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/07/indignado-mesmo.html' title='Indignado mesmo!'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-4854819425430907158</id><published>2010-06-30T23:44:00.002-03:00</published><updated>2010-06-30T23:46:24.763-03:00</updated><title type='text'>Enrubrecimento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Teresa nao podia esperar. Eram anos convivendo com sua asma renitente, sua magreza ínfima, aquelas olheiras profundas. Sua origem nao era conhecida: tia Doca, mais que matrona, era a mae perversa de Teresa. Nao tinha mais ninguém que nao aquela velha obesa, a resmungar sobre o preco das carnes, entre um cigarro e outro que acendia e sufocava a pobre moca.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Morava ali, naquele barracao sem divisórias, misto confuso de panelas, caes, fogao e cama. Rangiam os vizinhos vez ou outra seus recorrecos e assobios, em rodas de samba das quais Teresa nunca quis saber de participar. Era uma alegria da qual nao podia compartilhar. Até aquele dia. Nao podia esperar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Meteu na bolsa os poucos dinheiros que ganhava como servicos gerais, e foi à Quinze de Marco naquela manha de sábado. Calor. Formigueiro humano. Pisadas. Pocas d'água. Pastel. Fumaca. Choros de criancas. Berros. Imundície.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Nao importava. Em terra onde nao há carne, urubu é frango. Comprou um vestido, resgatou qualquer resto de autoconfianca, pos um batom do mais vulgar e um ruge na cara, e se estendeu até o anoitecer, naquele vaivém frenético. Hora em que simplesmente foi ao cinema.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Era um filme antigo, com Bette Davis. Se reconhecera naqueles olhos, idênticos aos seus quando marejavam.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Nunca se pode esperar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-4854819425430907158?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/4854819425430907158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/06/enrubrecimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/4854819425430907158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/4854819425430907158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/06/enrubrecimento.html' title='Enrubrecimento'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-7567923985561971600</id><published>2010-06-25T10:18:00.001-03:00</published><updated>2010-06-25T10:18:45.266-03:00</updated><title type='text'>Meu último sonho</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;img height="240" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d0/Periquito_australiano.JPG" width="320" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Curioso. Discuto a imagem dos psitacídeos em minha mente. Tem o estigma do deboche, da irreverência, da contestacao. Meu periquito, foi com ele que sonhei.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava lá dentro de sua gaiola, sempre nervoso, gritalhando seus sons sem melodia alguma. No sonho, meu pai achava que os jovens canários estavam muitos sozinhos em suas gaiolas. Precisavam de companhia. Foi quando teve a brilhante ideia de tranferi-los de suas pequenas jaulas para a do periquito.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por algum motivo mágico, depois desse fato, passei a entender o que falavam os pássaros. Dizia o periquito:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;-Vocês canários sao muito idiotas. Vivem a cantar, cantar e cantar, enquanto eu denuncio toda a opressao e as mazelas do mundo. Um mundo que reproduz pássaros para mantê-los presos é, no mínimo, injusto. E vivemos aqui, à base desse alpiste ruim. Dieta variada nos é inexistente.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E continuou a denunciar sua insatisfacao com a condicao de vida dos pássaros. Os canários pareciam nao dar muito os ouvidos. Completou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- Vocês tem esse bico mole e curto, que só lhes serve para cantarolar. Eu pelo menos tenho um bico duro e pernas fortes, e com eles, posso abrir a porta da gaiola, mas nao consigo dela sair, por ela se fechar bem em cima de mim. Mas posso auxiliá-los a sair, para que conquistem o mundo.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dei as costas a esse converseiro passaral. Pensei comigo, quanta bobagem! Decorrido certo tempo (imposivel de se medir na longueza de um sonho - pode ter sido uma hora ou um lapso de segundo!), voltei-me à gaiola e vi apenas o periquito lá dentro, ainda reclamando. Seus companheiros haviam ido embora, para conquistar o mundo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-7567923985561971600?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/7567923985561971600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/06/meu-ultimo-sonho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/7567923985561971600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/7567923985561971600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/06/meu-ultimo-sonho.html' title='Meu último sonho'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-465709499431067966</id><published>2010-06-04T18:44:00.000-03:00</published><updated>2010-06-04T18:44:52.325-03:00</updated><title type='text'>Assim, congelado. Nada de assado.</title><content type='html'>"-Avante, cavaleiros! A derrocada dos ídolos fajutos está próxima. Vamos executar nossas conquistas sem piedade. Pilhem, destruam, matem, estuprem. Ganhem a glória. O descanso eterno será de vocês!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Senhor, nao consegue ver? Estao todos congelados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Brrrr..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-465709499431067966?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/465709499431067966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/06/assim-congelado-nada-de-assado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/465709499431067966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/465709499431067966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/06/assim-congelado-nada-de-assado.html' title='Assim, congelado. Nada de assado.'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-2133741549620267777</id><published>2010-06-04T18:24:00.000-03:00</published><updated>2010-06-04T18:24:46.669-03:00</updated><title type='text'>Óia a Onca!</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Hoje me agucou a curiosidade uma notícia veiculada na Folha de Sao Paulo. Confundir a esposa com uma onca nao é algo de todo incomum. Meu tio mesmo apelida carinhosamente sua mulher de Dona Onca.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Trágica a história, mas num nível de patetice absurda.&lt;i&gt; Error in persona&lt;/i&gt; é uma das causas de exclusao de culpabilidade. Diz a legislacao penal que deverao ser levadas em conta as características da vítima virtual. Mas no caso em tela a vítima virtual (a onca) nao é pessoa, ainda que subsistisse o dolo do marido em matar um jaguar selvagem. Nao é possível se falar em &lt;i&gt;error in persona&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 13px;"&gt;Fico pensando sobre a legítima defesa, a ser provavelmente levantada no caso: a mata, a pescaria, o ambiente hostil dos sertoes brasileiros.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;"Art. 25 - Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;Ainda que crente de repelir agressao injusta iminente ao seu direito à vida ou integridade corpórea, sempre as más línguas vao dizer: era uma onca aquela mulher. (Mas vamos combinar, confundir a mulher com um animal quadrúpede, em plena luz do meio-dia é um bocado estranho). Eis aí a notícia:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/745590-marido-mata-mulher-ao-confundi-la-com-onca-durante-pescaria-em-mato-grosso.shtml"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: none; color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/745590-marido-mata-mulher-ao-confundi-la-com-onca-durante-pescaria-em-mato-grosso.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/745590-marido-mata-mulher-ao-confundi-la-com-onca-durante-pescaria-em-mato-grosso.shtml&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-2133741549620267777?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/2133741549620267777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/06/oia-onca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/2133741549620267777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/2133741549620267777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/06/oia-onca.html' title='Óia a Onca!'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-6488240944821739154</id><published>2010-05-29T23:30:00.000-03:00</published><updated>2010-05-29T23:30:00.895-03:00</updated><title type='text'>I-Mensa</title><content type='html'>&lt;em&gt;Entre um purê de batata, um arroz, e umas colheradas grudentas de suflê, alguns olhares trocavam. Uma bandeja, um redor amplo, vozes, restaurante universitário. Diziam. Olhavam-se uma conversa de atenções recíprocas:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-Sabe, nunca entendi isso de saudade. Acho que é insatisfação com o presente. Que parece cada vez mais demorar a passar. Ao final, envelhecemos e nos tornamos velhos saudosistas, jogando damas na praça.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-Você sabe que se a vida passa, a culpa é de quem vive. Mesmo que insatisfeito com o presente. As pessoas passam, as coisas perecem, a matéria é destruída, transformada ou qualquer baboseira que Lavoisier tenha dito. Mas a lembrança, essa permanece. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-Queria não viver delas. Acho que me iludo às vezes. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Se está iludido, é porque vive. Outra coisa não poderia fazer nesse jogo, em que&amp;nbsp;pelo menos&amp;nbsp;termina algum dia. E sem vencedores ou&amp;nbsp;perdedores que não um só.&amp;nbsp;Diariamente.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-Te amo.&lt;/em&gt; &amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-6488240944821739154?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/6488240944821739154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/05/i-mensa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/6488240944821739154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/6488240944821739154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/05/i-mensa.html' title='I-Mensa'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-837721832957049249</id><published>2010-05-29T21:36:00.003-03:00</published><updated>2010-05-29T21:49:51.794-03:00</updated><title type='text'>Cotas raciais em audiência.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/TAG2HCw2UzI/AAAAAAAAAIg/rsvTVFc-on8/s1600/portinari_mestico.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gu="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/TAG2HCw2UzI/AAAAAAAAAIg/rsvTVFc-on8/s320/portinari_mestico.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Alguns trechos que permearam a exposição de motivos em audiência no Supremo Tribunal Federal, sobre as cotas raciais no sistema de ensino superior público brasileiro, levantados pelo Senador Demóstenes Torres, do DEM-GO: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;"Todos nós sabemos que a África subsaariana forneceu escravos para o mundo antigo, para o mundo islâmico, para a Europa e para a América. Lamentavelmente. Não deveriam ter chegado aqui na condição de escravos. Mas chegaram. (...) Até o princípio do século 20, o escravo era o principal item de exportação da pauta econômica africana."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;"Nós temos uma história tão bonita de miscigenação... [Fala-se que] as negras foram estupradas no Brasil. [Fala-se que] a miscigenação deu-se no Brasil pelo estupro. [Fala-se que] foi algo forçado. Gilberto Freyre, que é hoje renegado, mostra que isso se deu de forma muito mais consensual."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lamentavelmente, o Senador parece&amp;nbsp;levar em conta&amp;nbsp;certas interpretações distorcidas, anamórficas sobre a formação social brasileira. Uma delas é essa insistência em bater na tecla da tese de Gilberto Freyre, como se a escravidão no Brasil tivesse sido algo leve, menos violento, mais ameno. Sabe-se muito bem que a implantação do regime de escravidão encontrou largas condições de desenvolvimento na economia atlântica, além&amp;nbsp;de buscar&amp;nbsp;caminhos e descaminhos&amp;nbsp;para a&amp;nbsp;acumulação do capital pelas classes mercantis dirigentes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Temos que tomar muito cuidado com algumas análises. Não podemos observar o fenômeno do tráfico negreiro como se ele fosse um arranjo ou um instituto inerente às sociedades tribais subsaarianas, e tão somente, menosprezando a formação do sistema escravista colonial pela participação de outros agentes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sistema escravista colonial reproduziu diferentes interessados diretamente no tráfico: "brasileiros"(colonos), "angolanos" (colonos), portugueses reinóis, líderes tribais. Toda a rede de relações está criada em torno de um sistema que acachapa a organização dessas sociedades africanas (o número estimado de escravos arrancados de sua terra para o Brasil chega à cifra dos 06 milhões, do período colonial ao Império) para servir à formação de um capital primitivo, que alimenta as formas de produção mercantil e garante a subsistência de toda a exploração colonial. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Almas são o grande negócio dos homens. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É&amp;nbsp;tragicômico&amp;nbsp;procurar identificar responsáveis históricos, culpados primordiais, num processo multifacetado, fragmentado, irregular. Se a desigualdade existe, patente, evidente, a culpa é presente, é pela inamovibilidade, pela omissão de nossas instituições públicas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra&amp;nbsp;perspectiva, levantada pelo Ilmo Senador da República, é a&amp;nbsp;de que&amp;nbsp;tenha sido&amp;nbsp;fundada a&amp;nbsp; mestiçagem brasileira como um gradual balanceamento das distinções, ou melhor dizendo, abismos entre a elite branca intelectualizada detentora dos meios de produção (restrita&amp;nbsp;a números pífios) e os pretos escravos. Tal é de uma saliente ignorância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As condições materiais de desenvolvimento social só foram dadas num momento de exclusão que passava por núcleos distintos: a família mestiça somente se tornará parte efetiva de nossas instituições sociais com a edição de leis de libertação dos escravos, e ainda assim de modo bastante tímido. Família, resguardando seus direitos e interesses, no sentido mais tradicional e conservador que possa ter (com pai, mãe, crianças, missa e educação) é branca e rica em toda a história colonial. É&amp;nbsp;desse cuidado que a história social deve se cercar: os dados documentais em geral são escritos por aqueles que detem uma posição social bem definida, sólida, e revestida de meios que permitam o registro: instrução, ou condições de financiar aquelçes que procedam ao registro. Não preenchem o conteúdo de arquivos da história colonial brasileira famílias de negros, e mal são descritas as condições de homens brancos ricos que tenham se casado com negras. Em geral, as proles são geradas junto&amp;nbsp;à senzala, criadas&amp;nbsp;no meio doméstico&amp;nbsp;os filhos bastardos são quando, muito, e de modo muito tangencial, inseridos em partilhas/inventários. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O que pretendo dizer é que as mães solteiras, as proles bastardas, o mestiço,&amp;nbsp;são todos&amp;nbsp;cernes da construção da população nacional; potanto,&amp;nbsp;há zonas muito&amp;nbsp;insólitas que compreendem círculos de omissão e abandono da integração social e preservação de direitos. É extremamente ingênuo acreditar que a reprodução, o crescimento populacional de seres humanos tenha de ocorrer no âmbito da família, ainda que certos valores da época, tomados por "dominantes" (de fato, são valores contidos nos documentos, representam um conteúdo moral e cultural de camadas sociais dirigentes) reafirmem tal posição. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conclusão inarredável, constatado o dado da mestiçagem brasileira, é a de que&amp;nbsp;tal não deve ser tida como um processo homogêneo, gradual, bem formado, calcado em uniões não violentas, que desprezasssem a violência no âmbito doméstico, a exploração sexual, o estupro, e outras tantas formas de dominação e subjugação ainda presentes em nossos tempos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E torna-se objetivo&amp;nbsp;o problema de que mestiços também estão alijados do processo de integração social e racial.&amp;nbsp;&amp;nbsp;A mestiçagem não é, nem pode ser tomada como&amp;nbsp;fundamento do apaziguamento das desigualdades, como pretendeu Freyre. Não é a mestiçagem, em suas gradações, responsável por&amp;nbsp;qualquer diminuição do abismo que distanciam o preto&amp;nbsp;reduzido à condição de escravo do branco&amp;nbsp;proprietário de terras. As desigualdades são objetivas, os encontros, desencontros e formação social são multifacetados. E as desigualdades,&amp;nbsp;inicialmente materiais e raciais,&amp;nbsp;permanecem materiais diante do espetáculo das raças. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-837721832957049249?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/837721832957049249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/05/cotas-raciais-em-audiencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/837721832957049249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/837721832957049249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/05/cotas-raciais-em-audiencia.html' title='Cotas raciais em audiência.'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/TAG2HCw2UzI/AAAAAAAAAIg/rsvTVFc-on8/s72-c/portinari_mestico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-3354113817404946435</id><published>2010-05-29T19:51:00.002-03:00</published><updated>2010-05-29T19:55:13.844-03:00</updated><title type='text'>Entomologia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sua face era rija. Seus óculos, circularmente convexos e de armação crua. Daqueles tempos em que pentes e tartarugas se associavam nas nefandas invencionices da moda, unitilmente relegada ao perecimento da matéria no tempo. Carcomera sua pele, marcada por rugas&amp;nbsp;fugidias ao redor dos olhos e da boca. Aquela boca, cinza,&amp;nbsp;de lábios miúdos e sem propósito, articulava palavras&amp;nbsp;com precisão quase germânica.&amp;nbsp;Ressibilavam, soltas, até a sobrancelha.&amp;nbsp;Nada mais. Ficavam presas naquele ser limitado por sua própria condição. E perdiam-se na austera sombra acima dos olhos. Quando muito, escapuliam, descendo ao tailleur marrom surrado e metido junto a uma saia bege. Bege! Por que alguém lança mão de um tom que o faz destoar? Evanescera. Apagara-se. Tudo naquele ser tributava mofo. Naftalina. Passado. Irrelevância. Negação. Obsolecência. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um meio-tempo, daqueles em que se deposita a crença de exercício de uma atividade, crescimento, busca, esmero! Quá, quá, quá. Qual nada! Meio-tempo é coisa para os tolos da repartição pública, cafezinho, destravamento social. A figura dos óculos convexos carregava sua corpulência sem qualquer presença. Enganava-se, hiperbólica, na exigência de relatórios e conclusões, produções e técnicas, gestos milhões, braços, pernadas, apontamentos. Os olhos enormizados pela convexidade não poderiam devorar nada mais que sua própria&amp;nbsp;parvidez. Es-drú-xu-la. Feito uma mariposa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não havia percebido,&amp;nbsp;pobrezinha. Não se tratava de casulo. Não melhoraria. Não sairia desse invólucro. Estava diante de uma armadilha. Uma rede. Aracnídea. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-3354113817404946435?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/3354113817404946435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/05/entomologia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/3354113817404946435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/3354113817404946435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/05/entomologia.html' title='Entomologia'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-5853892867231398482</id><published>2010-04-26T21:22:00.001-03:00</published><updated>2010-04-26T21:23:41.207-03:00</updated><title type='text'>Rapidinha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou sem postar há tanto tempo que me sinto até envergonhado de fazê-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas seja feito. Gostaria de comentar dois shows muito bons a que fui, Placebo (dia 16 de abril deste ano) e Tanghetto (ontem, 25 de abril, encerramento do Conexao Vivo).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro resgata o universo meio esvaído da adolescência, dos bons momentos de descoberta de socialidades, edificacao de identidades, sei lá, rock 'n' roll mesmo, ritmado pelo compasso da civilizacao industrial dos excessos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Brian Molko escalda sua voz e aparência andróginas na atmosfera plástica das vendas, do produto, do sujeito esmagado pelas dissensoes destes tempos. "Uma bola de confusao", mesma que sinto ser, auto-designacao do próprio Brian, em entrevista. Valeu a pena, fora a performance excelente da banda e de sua nova integrante, os efeitos visuais do fundo: portos, cidades, bonequinhas masoquistas dignas de Tim Burton. Industrializou um rock brit-pop indie que dispensa quaisquer rótulos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, ontem, na Praca da Liberdade, os contrastes de palmeiras e amenidades de fim de tarde de outono, e toda &amp;nbsp;a postura do tango, regada pelas velocidades da música eletrônica. O silêncio sempre foi meu amigo. E lá, continuou sendo. Sempre curti.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-5853892867231398482?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/5853892867231398482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/04/rapidinha.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/5853892867231398482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/5853892867231398482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/04/rapidinha.html' title='Rapidinha'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-40172663394036132</id><published>2010-02-05T10:51:00.000-02:00</published><updated>2010-02-05T10:51:07.714-02:00</updated><title type='text'>Tucanices</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em meio a algumas declarações arrombadas pelo frissom midiático, o PSDB, assediado e aquecido pelas indagações constantes, vislumbra os planos de vôo do tucano capenga.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O atual governador do Estado de Minas Gerais diz não compor chapa com José Serra, e que vai disputar o Senado. Num discurso macerado por uma elevação de Minas ao cenário nacional, Aécio Neves envolve o eleitorado mineiro com uma apegada elevação da "mineiridade", instrumento decisivo de apoio de importantes segmentos do eleitorado de Minas, segundo colégio do país: empresariado, classes médias urbanas, proprietários rurais, aos quais tal discurso engendra uma esperança de resgate e inserção em um projeto nacional encabeçado por Minas, e não por São Paulo (sim, tal debate ainda baliza os corredores da política brasileira).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conforme o neto de Tancredo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Ter passado sete anos como o governo mais bem avaliado do país é motivo de honra. Não para mim apenas, mas para todos os mineiros. Quanto ao futuro, fiz uma opção muito clara hoje. Serei candidato ao Senado da República por Minas Gerais e no Congresso quero dar continuidade ao trabalho que iniciamos aqui, defendendo lá, os interesses de Minas Gerais"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tradicional aliança com os DEMOs parece mais certa. Agripino Maia, talvez? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-40172663394036132?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/40172663394036132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/02/tucanices.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/40172663394036132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/40172663394036132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/02/tucanices.html' title='Tucanices'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-6417304685745105602</id><published>2010-02-05T09:36:00.002-02:00</published><updated>2010-02-05T09:36:53.857-02:00</updated><title type='text'>São Francisco do Sul, terceira vila da América portuguesa (?).</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje folheei uma das edições da Revista História Viva, da editora Duetto, que tenho aqui em casa. Uma história interessante, que&amp;nbsp;revela ter o&amp;nbsp;capitão francês Binot Paulmier de Gonneville ter&amp;nbsp;partido rumo às índias e, por óbvia e banal tempestade&amp;nbsp;na altura do Cabo da Boa Esperança&amp;nbsp;teria mudado o curso do &lt;em&gt;L'Espoir&lt;/em&gt; (A esperança). Veio parar aqui no Brasil, à altura de Santa Catarina, tendo estabelecido contato com os índios carijós. Um deles foi levado à corte, Içá-mirim, rebatizado como Essomeriq pelos franceses. Os relatos da viagem,&amp;nbsp;a qual&amp;nbsp;conseguiu alguns escambos com as tribos locais e sofreu baixas com ataques de tupinambás e piratas,&amp;nbsp;foi&amp;nbsp;estampada na Relação de Viagem de Gonneville, requisitada por Luís XIV a um dos descendentes do índio Essomeriq, em razão de um dos direitos do monarca de cobrança de impostos a estrangeiros (obrigação que&amp;nbsp;era sucedida a seus descendentes). Foi assim que o relato fora descoberto, e representa mais um pedaço da trama francesa no Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mais interessante, mesmo, é reparar a - ainda que sutil- semelhança entre São Francisco do Sul (apenas achada em 1504, mas não fundada pelos franceses, tendo sido efetivamente ocupada apenas no século XVII por portugueses) e Honfleur, porto de onde partira o L'Espoir.&amp;nbsp;Que acham? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S2wB2cYigCI/AAAAAAAAAG4/Nyw4yMHQh5A/s1600-h/3735674.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" kt="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S2wB2cYigCI/AAAAAAAAAG4/Nyw4yMHQh5A/s320/3735674.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S2wBzDw4cGI/AAAAAAAAAGw/ipfUufmgagA/s1600-h/66018_Honfleur.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" kt="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S2wBzDw4cGI/AAAAAAAAAGw/ipfUufmgagA/s320/66018_Honfleur.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;São Francisco do Sul, SC- Brasil&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Honfleur - Normandia - França&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-6417304685745105602?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/6417304685745105602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/02/sao-francisco-do-sul-terceira-vila-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/6417304685745105602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/6417304685745105602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/02/sao-francisco-do-sul-terceira-vila-da.html' title='São Francisco do Sul, terceira vila da América portuguesa (?).'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S2wB2cYigCI/AAAAAAAAAG4/Nyw4yMHQh5A/s72-c/3735674.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-1926256943326512854</id><published>2010-02-02T09:54:00.001-02:00</published><updated>2010-02-02T10:19:48.267-02:00</updated><title type='text'>Tempo do esquecimento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;E ontem caminhava o João na região central de sua cidade, atrapalhado por algumas luzes foscas de uma praça que choramingou por ideais tão nobres, mas&amp;nbsp;profundamente adormecidos em uma sociedade de padrões hedonistas tão planejados e normativos, tangenciando existências em torno de supostos projetos de felicidade.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Lá ia o João, a pensar em seu pequenos planos de felicidade, depois de conversas abestalhadas, caipirinhas, sorrisos e percepções. Pensava em existência, segunda chance, reencarnação, o que houvesse. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Até o sinal. Não são significados, estamos falando de significações. Conferir sentido aos inúmeros dados, sem deles esperá-los antecipados conceitos. O sinal em que se cruzam&amp;nbsp;a avenida Brasil e a Cristóvão Colombo:&amp;nbsp; início de empresa&amp;nbsp;num vasto mundo,&amp;nbsp;e um de seus grandes feitos, outro vasto mundo, de sertões.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Foi quando vi três pessoas saindo de um carro, meio confuso ainda por meus pensamentos. E por incrível que pareça, as três personagens urbanas que pareciam ter saído do automóvel nada tinham em comum, era como se tivessem sido despejadas por seu motorista. Ao que me surge uma figura meio desbaratinada, cerceada por sua solidão e seus movimentos esganiçados, vacilantes, tortos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Usava um véu a cobrir-lhe os cabelos, raquítica, rugas&amp;nbsp;lhe marcavam todo o rosto. Seus dentes inferiores, cobertos por&amp;nbsp;amálgamas inúmeros,&amp;nbsp;empretecidos pelo tempo, pela carência, pelas cáries, apagavam os sinais de sua aparência, vez que reluziam ao mais fraco sinal de luz. Mas seus olhos, esses, não diziam outras palavras que não "passado" e "sofrimento", misturados entre si no presente que lhe parecia ser interminável.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Me indagou, num voz mole, trêmula, carregada de sotaque sertanejo:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;-Ô moço, acabei de chegar de Teófilo Otoni agora. Sofro de&amp;nbsp;asma, sabe como? Vou para a casa de minha sobrinha em Santa Luzia,&amp;nbsp;você poderia me dar uma ajuda, preciso comprar um medicamento e em vou ter que fazer uma cirurgia na bexiga.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Mostrou-me seus pontos e usar uma fralda incapaz de preencher&amp;nbsp;com algum volume&amp;nbsp;o vazio de suas saias. Suas palavras, completamente banalizadas por segmentos sociais abastados, noutras bocas poderiam permanecer banais, mas não naquela cheia de dentes careados. Abandonada, ignorada, desprezada, invisível.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Disse-lhe não ter qualquer tostão furado no bolso. Mas sua timidez foi tomada por uma necessidade premente de medicação. Perguntou se não poderia acompanhá-la até uma farmácia. Perguntei: mas aqui perto? Não sei de nenhuma aberta. Me disse ter na Afonso Pena. Lembrei da Araujo e sugeri que fôssemos andando até lá. Suas pernas frágeis, sua&amp;nbsp;lentidão, permitiram tentar alguma conversa. Perguntei sobre a cirurgia, quanto tempo ficaria em Santa Luzia, sugeri ambulatórios paroquiais, em palavras muito tímidas e pouco fluidas. Ela me perguntou se eu morava por perto, em sinal de evidente cansaço, e se eu não tinha carro. Respondi que não. Disse-me ah, mas&amp;nbsp;Jesus há de querer que o&amp;nbsp;você um dia&amp;nbsp;vai ter.&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;E&amp;nbsp;fiquei pensando...Um simples problema de distribuição de recursos, uma evidência da deterioração humana causada pela inoperante alocação e equalização dos mesmos recursos. Enquanto carros são fabricados, na artificial necessidade (gastando inúmeros fatores para sua produção) da classe média alta, outras almas são desfabricadas, perversamente digeridas por carências e necessidades fundamentais, e não por sofrimentos supérfluos. Mas o que almeja João? Que se deixe de oferecer os prazeres mundanos aos homens para se ofertar aos outros subumanos suas necessidades fundamentais? Não faz sentido, não é?&amp;nbsp;As pessoas querem se embriagar, comprar suas belas gravatas e ternos, freqüentar as&amp;nbsp;festas badaladas,&amp;nbsp;ter o melhor carro, sua vida é apenas a sua, e importa-lhe pouco o que sofrem os outros. E a última solução, o Estado, sabe-se bem tratar de um leviatã dos olhos furados.&amp;nbsp;À Dona Maria, resta o esquecimento, sua asma, seus dentes podres, sua inanição, seu fedor.&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Andamos até a praça da Savassi, deixei-a esperando, comprei dois Aerolim spray, remédio de que necessitava, umas bolachas e um macarrão. Confessou sua fome, e que queria comer um prato de arroz com feijão. Não tinha nada parecido por perto, tive de ir ao Mc Donald's e lhe comprar um sanduíche. Dei-lhe um abraço, meio tímido e enfraquecido por aqueles braços magros que se confundíam ao segurar&amp;nbsp;a sacola com as coisas, e o sanduíche. Desejou-me bençãos. Desejei-lhe&amp;nbsp;boa viagem, e&amp;nbsp;felicidades, apesar de saber que&amp;nbsp;tal palavra possuía-lhe significação muito diferente da que costumo&amp;nbsp;conferir a ela.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-1926256943326512854?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/1926256943326512854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/02/tempo-do-esquecimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/1926256943326512854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/1926256943326512854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/02/tempo-do-esquecimento.html' title='Tempo do esquecimento'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-4833502760595120859</id><published>2010-01-30T20:03:00.001-02:00</published><updated>2010-01-30T20:03:41.768-02:00</updated><title type='text'>Reunião</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Fazia calor. Meu pescoço, minha nuca, até minhas pestanas suavam, mesmo sem ter ideia do que fosse uma pestana. Em duas horas de conversa, claudicava meus dedos em batidas inaudíveis, no pano verde de veludo, meio desbotado nas beiradas, do sofá. Enquanto isso, Elias reclamava sobre as palhaçadas do sindicato, e dos dirigentes que lá estavam a afirmar sua predisposição política, sua vocação enérgica, bradando discursos anacrônicos e na maioria das vezes fadados ao insucesso, por nunca terem alcançado as verdadeiras causas sindicais. Meus dedos no sofá, repetindo movimentos abafados pelos murros que Elias dava na mesa central da sala, pareciam uma sonatinha nervosa, como de teclas repetidas, se pudesse ser ouvida. Era a mesma impressão que tinha daquilo tudo: ninguém os ouve, enquanto batem na mesma tecla.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Maíra, enquanto isso, arregaçava as mangas de sua blusa de tricô que, não fosse aquela peça preta por debaixo, deixaria mentes curiosas trabalharem ainda mais na trama de tantos buracos. Era magricela, mas tinha um par de seios rijos, apontados para os lados em sua postura mais ou menos ortodoxa. Suas sobrancelhas grossas entonavam uma sinfonia clara de satisfação com aquilo tudo, mas seu olhar, lânguido e perdido acima de algumas rugas, minimizava qualquer esperança de que fosse intervir no meio da conversa. Tinha uma expressão que remetia a lembranças vagas de almoços de domingo, em que preferia se meter em vestidos curtos e sair por aí, abandonando aquela patifaria constante de conversinhas de família, probleminhas cotidianos, cebolinhas e receitinhas. Aquilo não gerava desconforto, mas ódio tamanho que fazia as tias afastarem suas filhas de conversas com Maíra, e olhares cobiçosos de cunhados e primos. Desde que seu pai morrera, e sua mãe tinha se abestalhado depois de um derrame, preferiu encarar sua existência nesses termos. E não esperava grandes amores, apenas descobertas.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Foi quando achou Laércio. E tramelhou-se na confusa trama de bancários solapados por convulsões constantes, e atitudes subservientes. Sua taça de martini dizia mais, espirituoso a balancear, rodopiando suas versões de historicidade, aquilo que lhe punha tão humana, e tão distante. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Acendi um cigarro, e apaguei as versões presentes sobre estalos, fundos de pensão, contribuições sindicais, baboseira. Permanecemos eu e ela, resgatando nossos corpos,&amp;nbsp; fumaças bailantes e trilhas comuns, numa espécie de pingue-pongue de olhares conscientes.&amp;nbsp; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-4833502760595120859?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/4833502760595120859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/reuniao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/4833502760595120859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/4833502760595120859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/reuniao.html' title='Reunião'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-1712681064322041790</id><published>2010-01-27T22:37:00.004-02:00</published><updated>2010-01-27T23:24:46.494-02:00</updated><title type='text'>Decerto, um decreto e um cargo nada discreto</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S2DlcUK8cbI/AAAAAAAAAGo/iRQZh6PxNfY/s1600-h/BRASO%25~1.BMP"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431593425222529458" src="http://4.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S2DlcUK8cbI/AAAAAAAAAGo/iRQZh6PxNfY/s320/BRASO%25~1.BMP" style="cursor: hand; float: left; height: 320px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 296px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por mais enfadonho que pareça, não poderia deixar de registrar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um telefonema ao Gabinete da Presidência da República. Não consegui encontrar um Decreto novo, assinado ontem a quatro mãos, com o Ministro da Justiça. Decreto que instituiu bolsas de capacitação e treinamento de pessoal envolvido com Segurança Pública (policiais militares, guardas municipais, bombeiros) que atuarão nas cidades sede da Copa do mundo no Brasil. Uma inciativa e tanto, especialmente visando instruir os agentes de segurança pública em assuntos como direitos humanos, respeito a diversidade cultural, religiosa, sexual, étnica (sim, ainda no Brasil há uma necessidade expressiva de expurgar certas heranças coloniais abraçadas por gerações, e provincianismos tacanhos que não condizem com esse mundo dos intercâmbios constantes). &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao que me veio não uma, mas duas ou três transferências de ligações, jurídico, legislação, até que me promoveram o encontro com uma voz arrastada, de sotaque carregado (Alagoas, talvez). Ia olhar se o Decreto havia sido publicado no D.O.U. Não. Teria de esperar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saí do momento com as indagações sobre o que deveria ser Presidente da República. Tá, sabemos todos do excesso de argumentações infantis que cerceiam a figura: todas as vicissitudes da máquina estatal, dos diferentes níveis de poder são canalizados na artificial instância do presidencialismo: o voto mais disputado por esbofeteamentos e debates quentes. Me fez lembrar até de uma entrevista de recenseamento, há uns quatro anos, com uma senhora de Raposos: "moço, o rio enche sempre e inunda minha casa, você devia falar com o Lula isso".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O chefe da Administração Pública federal, conhecer o que se passa em Ministérios, Secretarias, o que os outros poderes têm feito, e o comportamento de suas instituições no curso do jogo democrático. Além de política internacional. São os exageros da centralização administrativa. Necessária? Sempre me pareceu mais atrativo contrabalançar poderes: algo com leve cheiro de mandatos consulares em Roma antiga: um cônsul para assuntos exteriores, um para política e arranjo institucional, um para administração. Mas esfriaria a atratividade do cargo, e seus desdobramentos eleitorais. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fato é: eu não dormiria muito bem com responsabilidades semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-1712681064322041790?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/1712681064322041790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/decerto-um-decreto-e-um-cargo-nada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/1712681064322041790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/1712681064322041790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/decerto-um-decreto-e-um-cargo-nada.html' title='Decerto, um decreto e um cargo nada discreto'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S2DlcUK8cbI/AAAAAAAAAGo/iRQZh6PxNfY/s72-c/BRASO%25~1.BMP' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-3481564408416470344</id><published>2010-01-25T09:08:00.005-02:00</published><updated>2010-01-27T23:23:39.110-02:00</updated><title type='text'>O gato esperneia à primeira ameaça de banho.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S12IyqFuQ_I/AAAAAAAAAGg/8ipDsb0f32U/s1600-h/funny-pictures-cat-bath-wants-supervisor.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430647129551815666" src="http://4.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S12IyqFuQ_I/AAAAAAAAAGg/8ipDsb0f32U/s320/funny-pictures-cat-bath-wants-supervisor.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 320px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 250px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A admoestação que apazigua as tensões, que mistura encantos e ilusões de um debate avexado e deslineado, reconstituído sobre os pilares de permanência histórica sufocante, e muito delicada. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal de contas, que modernização se pretende propor a uma sociedade marcada por rijas paredes do labirinto das civilizações? &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O gato esperneia à primeira ameaça de banho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São quase 200 milhões de almas e mais 510 anos de forjamentos e identidades artificiais, parcelas monolíticas, ou megalíticas, a esmagar os chios e choros que ecoam nos sertões, nas grandes e pequenas cidades.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem dar conta, em sutis comportamentos(ou algumas vezes medonhamente escancarados) no quotidiano da "nação inventada" com pretensões de futurismo e arrojo, são levantadas facetas da cultura colonial, da Casa Grande e da Senzala: um destrato do garçom no café, uma gargalhada da cena de tortura de um filme, uma abominável exaltação de nomes e titulações, uma símia idolatria acadêmica de ícones estrangeiros, e uma repulsa incontida a palavras como "social", "reforma agrária", "bolsa família", "assistência", "inclusão", "cotas" e "emancipação".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ferida, recoberta por uma casca de anos, latente, à espera de oportunidade para expelir sangue e pus, ao primeiro toque verdadeiramente incidente. Ou esperar sua morosa cicatrização, constantemente ameaçada por infecções quotidianas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-3481564408416470344?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/3481564408416470344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/o-gato-esperneia-primeira-ameaca-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/3481564408416470344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/3481564408416470344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/o-gato-esperneia-primeira-ameaca-de.html' title='O gato esperneia à primeira ameaça de banho.'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S12IyqFuQ_I/AAAAAAAAAGg/8ipDsb0f32U/s72-c/funny-pictures-cat-bath-wants-supervisor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-2095100574265189811</id><published>2010-01-20T23:10:00.002-02:00</published><updated>2010-01-20T23:15:45.232-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Experimente, leitor, ouvir isto daqui com umas belas taças de vinho tinto do lado. Nada melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=K047-ZiFUbs&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-2095100574265189811?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/2095100574265189811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/experimente-leitor-ouvir-isto-daqui-com.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/2095100574265189811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/2095100574265189811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/experimente-leitor-ouvir-isto-daqui-com.html' title=''/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-3089748709816192745</id><published>2010-01-20T22:48:00.005-02:00</published><updated>2010-01-20T23:08:28.929-02:00</updated><title type='text'>Memorial de Áries</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S1eocD1-tmI/AAAAAAAAAGY/mtgmNceTdCg/s1600-h/carneiro-9165.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 313px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428993075839940194" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S1eocD1-tmI/AAAAAAAAAGY/mtgmNceTdCg/s320/carneiro-9165.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Alimentava suas esperanças em um horizonte em ressaca. Aquelas nuvens borradas ao fundo, o frio contido em seu ventre, e noites mais ou menos dormidas, em que seus pensamentos pareciam tornar-se sonhos de interpretações forçosas. Acreditou naquele papo de que sonhos têm fundamento, e que representam carências pessoais. Negativo! Seus pensamentos, esses sim. Sonhos são incontroláveis, e escarneiam e sarcasmizam as banalidades mais turvas dessa vida cotidiana, enfadonha e molestada.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Tinha uma vida pela frente sem tê-la. Tudo que tinha eram nuvens, e por serem nuvens se desmanchavam ao primeiro sopro mais revolto que aparecesse. E lá se iam tomando formas cirróticas, sem preocupar com as comparações infantis entre suas formas iniciais e objetos quaisqueres: bola, cão, carneiros.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Carneiros! Que idiotice! Se viu um carneiro na vida, foram umas duas vezes. Uma na fazenda de Tio Abelardo e outra, quando visitou aquela feira agropecuária em São João. Depois disso, o bicho não passava de uma vaga lembrança de documentários televisivos, ou figurinhas de álbuns. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Maior idiotice era aquela trouxice de carneiros ao dormir. Insônia? Carneirinhos! Nunca conseguiu imaginar algo além de um algodão avantajado saltitando feito um pônei sobre uma cerca. E nunca conseguira dormir com essa imagem na cabeça. Seria pelo menos idiota, e menos incomodante que seus pensamentos triviais.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-3089748709816192745?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/3089748709816192745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/memorial-de-aries.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/3089748709816192745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/3089748709816192745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/memorial-de-aries.html' title='Memorial de Áries'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S1eocD1-tmI/AAAAAAAAAGY/mtgmNceTdCg/s72-c/carneiro-9165.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-6057352906241719893</id><published>2010-01-20T21:55:00.002-02:00</published><updated>2010-01-20T22:46:31.935-02:00</updated><title type='text'>Hay que suavizar pero sin perder la conjetura jamás</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S1ej2724OwI/AAAAAAAAAGQ/L_y9YkI0AuE/s1600-h/pi%C3%B1era.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 311px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428988039994555138" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S1ej2724OwI/AAAAAAAAAGQ/L_y9YkI0AuE/s320/pi%C3%B1era.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E o Chile se descompassa da dança...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Atravessando a fase da recente experiência democrática latino-americana, o Chile elegeu seu novo presidente com as esperanças de, segundo o próprio eleito, Sebastián Piñera, "promover mudanças necessárias ao país". A pergunta que não quer calar é: foi a incapacidade da popularíssima ex-presidente Michelle Bachelet transferir seus votos a Eduardo Frei? Ou há algo tão estreito quanto o Chile a rondar os entornos do Palácio de La Moneda?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fato é que as reformas implementadas no governo Bachelet, apesar de controversas, foram bem aceitas pela população: auxílios aos necessitados nas regiões semi-polares do país, reforma da saúde com a construção de hospitais e a inserção de uma agenda ambiental para as políticas de governo. E, claro, como não poderia deixar de ser, o bom momento em que respirou a economia chilena nos últimos quatro anos, apesar da crise econômica atual, com o aumento expressivo das exportações de cobre e o crescimento de atividades relacionadas a essa indústria. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem, o resultado "en Chile" só nos mostra os desafios da esquerda (moderada?) sulamericana...E os custos do jogo democrático. A abominável tendência presidencialista, que chacoalha carismas ao sabor de ondas marqueteiras, coloca os preços dos projetos de governo sob o dilema das rupturas. "O que é bom tem que continuar", essa é a melhor expressão em campanhas eleitorais. Mas a realização dos governos passa por problemas da administração que vão muito além de belos discursos. Sacrifícios sempre ocorrerão: ora de camadas sociais, ora de agentes econômicos, ora do próprio Erário. O peso de uma escolha é a exclusão, gregos jamais foram troianos. "Concertación" é lindo como um Boticelli, mas inóspito feito um Casper David. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É o desafio para as eleições brasileiras de 2010. A esquerda petista terá de assumir os riscos do presidencialismo, transferir votos de Lula a Dilma sem acreditar em projeções ilusórias de vitória antes da hora.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto no Chile, a empresa (AXXXION) de que é grande acionista Piñera teve alta espetacular no mercado de títulos, após sua eleição. Tudo na mais bela clareza entre empresariado e política.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi um passo estrambelhado à direita, na dança sulamericana. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-6057352906241719893?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/6057352906241719893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/hay-que-suavizar-pero-sin-perder-la.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/6057352906241719893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/6057352906241719893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/hay-que-suavizar-pero-sin-perder-la.html' title='Hay que suavizar pero sin perder la conjetura jamás'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S1ej2724OwI/AAAAAAAAAGQ/L_y9YkI0AuE/s72-c/pi%C3%B1era.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-3422512637298584782</id><published>2010-01-17T14:49:00.003-02:00</published><updated>2010-01-17T14:56:32.372-02:00</updated><title type='text'>Amadurecem as instituições?</title><content type='html'>Mais uma do mensalão demoníaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oposição que não sabe o que quer, e o fisiologismo abestalhante do jogo democrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michel Temer, líder do PMDB e presidente da Câmara, envolvido no esquema de propinas.&lt;br /&gt;É de competência do Supremo Tribunal Federal autorizar a investigação criminal de Deputados Federais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos o desfecho da  nova novela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-3422512637298584782?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/3422512637298584782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/amadurecem-as-instituicoes.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/3422512637298584782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/3422512637298584782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/amadurecem-as-instituicoes.html' title='Amadurecem as instituições?'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-5864983860136634597</id><published>2010-01-17T14:01:00.005-02:00</published><updated>2010-01-17T14:41:07.359-02:00</updated><title type='text'>Aglutinação</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S1M9FKVX8uI/AAAAAAAAAGI/000pTHBV3UI/s1600-h/25454.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427749134794224354" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S1M9FKVX8uI/AAAAAAAAAGI/000pTHBV3UI/s320/25454.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S1M3eLslI2I/AAAAAAAAAGA/lLp_t-4Xdvs/s1600-h/25454.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;-Pai, o que é que as pessoas pensam quando estão trabalhando?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;-Como assim meu filho?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;-Ah...é que outro dia o Junim me disse que o pai dele está ficando estressado, e é por causa do trabalho. Parece que o lugar onde o pai dele trabalha está querendo mandar umas pessoas embora...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;-Sei...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;-Eu não sabia o que era ficar estressado. Aí eu perguntei pra Tia Regina e ela me disse que quem fica estressado é quem fica cheio de preocupação, pensa demais na vida.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;-Ela te disse isso?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;-Disse. E disse que por pensar demais, vive mais pensando que vivendo, e por isso vive menos. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;-Hum.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;-Então quem está estressado no trabalho fica pensando muito na vida? Deve ser por isso que o chefe do pai do Junim está mandando gente embora: quem vive menos trabalha menos, né? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;-É, meu filho, mas quem trabalha mais às vezes vive menos, e quem trabalha menos às vezes pensa demais.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;-Acho que vou parar de jogar bola com o Junim. Outro dia ele quis jogar um jogo esquisito, paulistinha...Ele às vezes pensa de menos. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-5864983860136634597?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/5864983860136634597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/aglutinacao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/5864983860136634597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/5864983860136634597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/aglutinacao.html' title='Aglutinação'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S1M9FKVX8uI/AAAAAAAAAGI/000pTHBV3UI/s72-c/25454.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-5712729460707000819</id><published>2010-01-15T23:02:00.003-02:00</published><updated>2010-01-16T00:27:27.860-02:00</updated><title type='text'>O Haiti não é aqui</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre escombros, não são os tremores que abalam um país. O verdadeiro abalo, este veio em ondas sucessivas e frequentes, que engendraram o encravamento, na primeira porção de esperança de uma viagem de "sucesso", feita em 1492, da maior máquina reprodutora de miséria humana nas Américas, desde então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sangue negro compensou: anos de farras coloniais, engendramento nefasto da perversa lógica preparadora dos destinos agigantados do capital: da colônia à indústria, do tabaco ao aço, do açúcar ao tecido. E, das almas lançadas no mar, agrilhoadas à crueldade às almas que caíam de sono sobre teares em York.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A belissima "prontidão" das nações mais ricas do planeta, essa união do mundo em socorro às vítimas de estragos produzidos por amargas desigualdades confirmadas e chanceladas durante séculos pelos mesmos samaritanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Toussaint Louverture estivesse a ver o caos do sonho que criara, sonho este detestado pelas nações europeias de sua época, certamente preferiria ter voltado à condição de escravo colonial. O inferno lhe seria menos doloroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, se não bastasse isso tudo,  o absurdo chega ao impensável: uma revelação de ignorância e intolerância, sentimentos da mesquinharia perversa e da tacanhez e demência do "ocidente branco civilizado". Ignorar contextos, retirá-los do debate sobre os buracos do mundo,  afirmá-los na condição de alheios, de alijados, essa é a atuação necessária de uma macropolítica da exclusão. "O inferno são os outros, e eles que fiquem lá. O Haiti  não é aqui. " Na boca do representante diplomático:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-edb56429aa8cfa42" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v8.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dedb56429aa8cfa42%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331435484%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D52C354846E4887CDFC8CFA2E680EE29D972CA9F7.695F3FB5673F5280262DA823F20CF4AFE1421BC6%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dedb56429aa8cfa42%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DoKsI8dPMKCVjJ6L4O7MU_w1dcWE&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v8.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dedb56429aa8cfa42%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331435484%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D52C354846E4887CDFC8CFA2E680EE29D972CA9F7.695F3FB5673F5280262DA823F20CF4AFE1421BC6%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dedb56429aa8cfa42%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DoKsI8dPMKCVjJ6L4O7MU_w1dcWE&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-5712729460707000819?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/5712729460707000819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/o-haiti-nao-e-aqui.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/5712729460707000819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/5712729460707000819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/o-haiti-nao-e-aqui.html' title='O Haiti não é aqui'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-2982455559926644949</id><published>2010-01-12T21:53:00.002-02:00</published><updated>2010-01-12T22:01:42.630-02:00</updated><title type='text'>Trisch, Trasch</title><content type='html'>&lt;em&gt;Trisch, trasch, movimento, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;padam padam, tonto feito Piaf, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Crec, croc, colunas estalam,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hihihi hohoho monarcas gargalham&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Caiu a peruca de D. Stephan Antoine Riefensbach. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Desata espartilho, deixem-na respirar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E, com ela, todo o governo.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-2982455559926644949?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/2982455559926644949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/trisch-trasch.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/2982455559926644949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/2982455559926644949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/trisch-trasch.html' title='Trisch, Trasch'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-8740770696327934576</id><published>2010-01-11T21:02:00.007-02:00</published><updated>2010-01-11T21:36:02.716-02:00</updated><title type='text'>Au revoir, Rohmer</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0u1bW2IF9I/AAAAAAAAAFw/AamZjmkt9sw/s1600-h/summers-tale.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 280px; FLOAT: left; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425629657691592658" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0u1bW2IF9I/AAAAAAAAAFw/AamZjmkt9sw/s320/summers-tale.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais uma luz se apaga, diminuindo os faíscas do século XX que nos restam nesta nova década. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nouvelle Vague, Goddard, Truffaut, breves inspirações de um cinema reverberante, esgoelado pela juventude ansiosa, recém saída de sua libertação sexual, moral, intelectual. Os anos da Primavera de Praga, de Woodstock não poderiam esperar do semblante sóbrio da Paris envaidecida de intelectualóides coisa diferente de um profundo desapego a narrativas lineares, a roteiros repletos de cadência precisa e de um menosprezo dos atores da velha geração. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Rompíam-se as cordas para mais uma manifestação de ousadia altiva.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, rompem-se as cordas que fragilmente ligam os círculos da arte a esferas ou níveis de intimidade com a política ou com as moribundas ideologias (será mesmo?) de nosso século. Quase nunca pela abordagem das entrelinhas, implícita, como fazia o cinema de Rohmer, por meio de personagens cujo ponto de referência era seu próprio discurso. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-8740770696327934576?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/8740770696327934576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/au-revoir-rohmer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/8740770696327934576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/8740770696327934576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/au-revoir-rohmer.html' title='Au revoir, Rohmer'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0u1bW2IF9I/AAAAAAAAAFw/AamZjmkt9sw/s72-c/summers-tale.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-2960828066294625125</id><published>2010-01-10T09:25:00.003-02:00</published><updated>2010-01-10T09:56:06.169-02:00</updated><title type='text'>Quase lá</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Esperava meio atônito, aquele olhar esfumaçado, opaco, em direção a qualquer ponto atrás da parede branca, corrompida pelas infiltrações de janeiro encharcado. Nunca tinha esperado algo com tanta paciência. Paciência que lhe conduzia a esse estado semi-catártico, dopado pelos ruídos inquietos e aromas sedutores da empatia metropolitana. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Olhou para o relógio. O ponteiro vermelho se movia em um movimento tenso e desacelerado, antes de atingir a marca seguinte dos segundos, se conduzia num ritmo enrijecido, até despencar até um daqueles tracinhos com uma violência fatal. Cada segundo parecia uma bomba. O tique-taque, apesar de inaudível, anunciava um holocausto. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Exames, avaliações, julgamentos, considerações, comissões, juntas, conselhos. Um bando de crenças, invenções sedutoras de sonhos e fracassos. Sua paciência estava agrilhoada às expectativas em torno de um pequeno grupo de...pessoas. Arrogadas em sua autoridade, não passavam de imbecis, feito ele mesmo. Quando receberia o veredicto? Quando sairia daquele estado de tensão, que lhe corroía as paredes intestinais, diminuía-lhe as pupilas, produzia uma vastidão de frios e calafrios naquele mesmo estômago? Olhava para os carros, lá embaixo, pequeninos, em seu fluxo abobalhado, e aquele vento que bambeava venezianas, a produzir sons um tanto medonhos. Olhou para a cartela de prozac em cima da cômoda. Olhou para o filtro de água, demovido da cozinha para a sala, no intuito de acertar as contas periódicas de uma sede sufocante que sentía. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Parou seu olhar no filtro. O enorme jarro de plástico, garrafão de água mineral, opaco. Bebia aquela água que parecia meio suja. Subitamente, meio que à espreita de sua distração catatônica, pequena bolha emergiu do fundo. E, seguindo a ela, um peixinho dourado. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Decidiu pegar as chaves, o maço de cigarros, descer as escadas, e dar uma volta no parque. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-2960828066294625125?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/2960828066294625125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/quase-la.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/2960828066294625125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/2960828066294625125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/quase-la.html' title='Quase lá'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-483563836197024551</id><published>2010-01-09T21:43:00.006-02:00</published><updated>2010-01-10T11:53:01.076-02:00</updated><title type='text'>Arariboia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O nome do índio, mito do Brasil que engatinhava seus passos ao período colonial, foi mais ou menos resgatado pela obra de José de Alencar, que serviu de certos relatos históricos para produzir "o Guarani", misto de tradições indígenas e europeias. O heroi romântico tem apenas uma capa de brasilidade, seu conteúdo, seus valores morais, suas ações são claramente de um cavaleiro de canções de gesta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Arariboia significa, em tupi, "cobra brava". Em episódios repletos de lendas, teria o chefe da tribo dos temiminós auxiliado a expulsão dos franceses, pondo fim às pretensões da França Antártica, da Baía de Guanabara. Sua ira contra os homens de Villegagnon encontrou as razões na expulsão de sua tribo da ilha do Governador pelos franceses, demovendo-o para a Capitania do Espírito Santo, onde teria auxiliado na expulsão de alguns holandeses.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 227px; DISPLAY: block; HEIGHT: 205px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425103908982576738" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0nXQwR9VmI/AAAAAAAAAE8/JzWPK7mwWqM/s320/NDIO_1~1.JPG" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por seus feitos à Coroa, teria recebido a Capitania de Niterói anos mais tarde, após sua conversão ao catolicismo. Reza a lenda que, no momento de seu empossamento, na Cidade do Rio de Janeiro, teria cruzado as pernas como é do costume indígena, o que teria desagradado o Governador. Diante disso, Arariboia teria esbravejado: "&lt;em&gt;Minhas pernas estão tão cansadas de tanto lutar pelo seu rei, por isto eu as cruzo ao sentar-me, se assim o incomodo, não mais virei aqui!&lt;/em&gt;"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois é verdade que, cruzando as pernas, estava o cacique demonstrando certa resistência a sua completa fagocitose, pelo processo colonizador. Arrancar de si seus hábitos típicos, dando lugar a construtos completamente alheios, seria a confirmação de sua submissão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abandonado pela costumeira didática escolar, ainda não lhe foi colocado o cocar de heroi da história brasileira que mereceria receber. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-483563836197024551?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/483563836197024551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/arariboia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/483563836197024551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/483563836197024551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/arariboia.html' title='Arariboia'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0nXQwR9VmI/AAAAAAAAAE8/JzWPK7mwWqM/s72-c/NDIO_1~1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-2685305514637180361</id><published>2010-01-09T20:10:00.007-02:00</published><updated>2010-01-09T21:07:30.945-02:00</updated><title type='text'>Chávez e o Bolívar</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0kLlo5Rx5I/AAAAAAAAAEs/f0dNCyADOLA/s1600-h/bolivar_chavez.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 225px; FLOAT: right; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424879967405197202" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0kLlo5Rx5I/AAAAAAAAAEs/f0dNCyADOLA/s320/bolivar_chavez.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Folha de São Paulo noticiou hoje uma medida do governo Chávez de desvalorização da moeda venezuelana. Haverá duas taxas de câmbo vigentes: uma mais valorizada e a outra menos, sendo que a primeira busca combater uma taxa de câmbio extra-oficial que a estaria triplicando.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A inflação, afirma ainda a Folha, saltou em 25% em 2009, enquanto as reservas cambiais diminuem em 36%, graças à desaceleração das exportações do petróleo, resultado da recessão mundial. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, na lógica econômica, menores reservas cambiais implicam em desvalorização monetária: suponhamos que, se antes, com um bolívar, se compravam os mesmos bens ou serviços que se compravam com um dólar em qualquer parte do mundo, agora, com um mesmo bolívar, desvalorizado (menos dólares em circulação, comprar um dólar ficou mais caro, sendo necessário mais bolívares para tanto, o que significa que para cada bolívar se compram menos dólares, ou para cada dólar se trocam mais bolívares).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ou seja, há mais bolívares em circulação para comprar uma mesma quantidade de bens e serviços no mercado internacional, que dólares para tanto. Há mais bolívares em circulação que dólares, o que eleva o preço dos bens e serviços venezuelanos, comparativamente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O efeito do chamado "imposto da inflação" descamba numa corrosão do poder aquisitivo de camadas menos favorecidas da população, o que é desastroso para uma economia emergente como a da Venezuela. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0kLl2Y_nbI/AAAAAAAAAE0/bns0zcW3Gww/s1600-h/cambio-bolivar.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; FLOAT: right; HEIGHT: 159px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424879971027885490" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0kLl2Y_nbI/AAAAAAAAAE0/bns0zcW3Gww/s320/cambio-bolivar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Veremos como essa dualidade de taxas influenciará as reservas cambiais do país. A experiência não é inovadora, tendo mesmo o Brasil adotado a dualidade cambial: a partir de janeiro de 1989, coexistiram duas taxas de câmbio: uma controlada pelo BACEN e outra de taxas flutuantes, definidas conforme as regras de mercado. Esse modelo perdurou mais ou menos até 2005, e teve impactos importantes para o avanço e resistência aos abalos mundiais, da economia brasileira. Difícil dizer, de antemão, se as medidas chavistas concluirão algo semelhante. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-2685305514637180361?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/2685305514637180361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/chavez-e-o-bolivar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/2685305514637180361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/2685305514637180361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/chavez-e-o-bolivar.html' title='Chávez e o Bolívar'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0kLlo5Rx5I/AAAAAAAAAEs/f0dNCyADOLA/s72-c/bolivar_chavez.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-1949764894993330727</id><published>2010-01-08T10:33:00.006-02:00</published><updated>2010-01-08T10:51:38.676-02:00</updated><title type='text'>O arroz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Evandro, onde você estava com a cabeça quando resolveu comprar essa televisão?!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Ah, meu amor, a nossa já estava tão velhinha, e você mesma me dizia que uma TV maior ia ser muito melhor para ver os filmes. Então, tava barato, resolvi comprar.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Você nunca me dá ouvidos, esqueceu que este mês é mês de matrícula dos meninos, tem que comprar material escolar, e fora aquela prestação do som! Tá achando que teu salário vai dar conta de tudo?!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Eu sei, eu sei...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Sabe nada! Quer saber? Sempre achei que você devia levar as coisas mais a sério. Incluindo nosso casamento.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Gláucia fechou a porta do quarto, esgueirou-se na cama em uma queda impactante, e se põs a esgoelar em lágrimas e soluços. Não era a vida com que sonhara. Em sua cabeça, tinha todos os motivos para sua tristeza irrompante: o marido recém empregado numa loja de sapatos, num emprego que mal dava para pagar as despesas, a bronquite da filha, que tossia e chiava em madrugas frias naquela quitinete paulistana, aquelas gargalhadas gordas de seu chefe, o sr. Moreira, sua solidão resumida à vidinha micro-familiar, aquele arroz com salsicha de que estava cansada de fazer de almoço...merda de arroz! O arroz....o arroz!!!!!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Correu à cozinha, esbaforida, e sentindo um cheiro de queimado. Nem Evandro, nem a TV, estavam mais na sala. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-1949764894993330727?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/1949764894993330727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/o-arroz.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/1949764894993330727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/1949764894993330727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/o-arroz.html' title='O arroz'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-1564471148278732179</id><published>2010-01-08T09:28:00.007-02:00</published><updated>2010-01-08T10:28:50.626-02:00</updated><title type='text'>Sem assento</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0ckVB_pxoI/AAAAAAAAAEU/23lUsQ8cq1U/s1600-h/portugal86.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424344219922318978" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0ckVB_pxoI/AAAAAAAAAEU/23lUsQ8cq1U/s320/portugal86.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;Reproduzir&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; antagonismos, em cortes profundos entre carência e oportunidade, nunca me pareceu muito concreto. Nasci num mundo dividido, porém fraquejante e pulverizado, bombardeado pela brevidade inquieta do século. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Evacuação propalada aos quatro cantos, conceitos refeitos numa lógica plástica&lt;/span&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;mutante. Não sou capaz de traçar linhas fronteiriças, efeitos de uma geração cujas curvas que gere são famintas: ânsia por encontros improváveis, e decisões terminativas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A sociedade em defesa, por homens cujo foco esteve nessa lógica determinante dos passos seguintes: social, plural, diverso, múltiplo. Em que pesem todos os excessos, o tempo da alteridade não é somente o meu, mas de todos. A dicotomia entre iguais e livres, essa virou sucata, e está dançando sozinha ao ritmo de lambada. Não é o espaço para tal, sabe-se que ninguém é igual num planeta de famintos, miseráveis, digeridos pelas perversões e caprichos de um jogador mimado, que vive em crises constantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Jogador que pode ter perdido algumas fases, cochilado em breves períodos, mas jamais largou o controle. Distribui discursos esvaziados, como bônus a suas personagens. E se diverte, com o &lt;em&gt;homo faber, &lt;/em&gt;em sua inércia esgotante e, paradoxalmente, inesgotável. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-1564471148278732179?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/1564471148278732179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/reproduzir-antagonismos-em-cortes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/1564471148278732179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/1564471148278732179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/reproduzir-antagonismos-em-cortes.html' title='Sem assento'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0ckVB_pxoI/AAAAAAAAAEU/23lUsQ8cq1U/s72-c/portugal86.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-8976570635565995784</id><published>2010-01-07T00:57:00.006-02:00</published><updated>2010-01-07T01:57:19.116-02:00</updated><title type='text'>Dragão de pernas abertas?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.bbc.co.uk/worldservice/assets/images/2009/08/24/090824132557_china226.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 226px; height: 170px;" src="http://www.bbc.co.uk/worldservice/assets/images/2009/08/24/090824132557_china226.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Li hoje uma notícia no Frankfurter Allgemeine sobre um evento que ocorreu na China há pouco tempo. Em breves dias, anteriormente à "virada do ano" no calendário gregoriano, sites da rede mundial, como o Youtube, o Facebook ou o Twitter estiveram liberados para acesso pelos usuários chineses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "grande muralha" (ou Great Firewall) é a barreira da liberdade de comunicação na terra de Lao Tsé. As barbaridades do mundo ocidental não chegam com a freqüência aniquiladora da internet ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico pensando: qual a razão desse controle intransigente de informação? O modelo chinês de desenvolvimento econômico (à contramão da valorização dos direitos sociais) está  necessariamente associado ao autoritarismo político? Justificá-lo apenas pela herança de um "regime"reconfigurado em sua concepção original desde meados da década de setenta não é suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modelo chinês que, em primeira linha, parece dar certo, só encontra seus fundamentos em uma população enorme (mercado de consumo com potencial de crescimento altíssimo), reservas internas de moeda balanceadas e, claro, o aparato político a seu favor. Assim, um modelo autoritário garante a estabilidade política (sem dúvidas um dos fatores de que mais se valem os investidores estrangeiros) sem os balanços e tremores próprios da democracia, e garante  também a continuidade de planos econômicos à primeira vista "eficientes" : baixa carga de tributação a determinadas atividades e controle da legislação, evitando ampliação de direitos trabalhistas, por exemplo, contribuindo ao baixo custo da mão de obra chinesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma forma política afagada e gerida pelo relativo sucesso econômico não pode vacilar. Deixar que informações circulem sem controle é sinal de abertura."Ocidentais, fiquem com suas liberdades!" diriam. Nós cuidamos de nossa gente de outro modo. Será mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-8976570635565995784?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/8976570635565995784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/dragao-de-pernas-abertas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/8976570635565995784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/8976570635565995784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/dragao-de-pernas-abertas.html' title='Dragão de pernas abertas?'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-4946275839537149156</id><published>2010-01-05T09:31:00.007-02:00</published><updated>2010-01-05T11:48:39.732-02:00</updated><title type='text'>Feitiçaria!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 242px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423251277709685074" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0NCTa-RsVI/AAAAAAAAAD8/MSjy0xh0_pE/s320/portraet_hexen_paris_g.jpg" /&gt;Um tema curioso, e que pouca gente conhece a fundo ou estuda aqui no Brasil: perseguição às bruxas. Afinal, por que ocorreu? Generalizações e anacronismos são recorrentes nos diálogos e mesmo nas formas de representar esse fenômeno histórico, tão comumente retratado mesmo pela grande mídia, em filmes, em programas de TV ou revistas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0M-97vQAII/AAAAAAAAADU/4gOWLzyFLWk/s1600-h/Flugschrift_hexen_1571.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 223px; FLOAT: left; HEIGHT: 274px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423247610013024386" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0M-97vQAII/AAAAAAAAADU/4gOWLzyFLWk/s320/Flugschrift_hexen_1571.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Ontem assisti ao filme "O Código da Vinci" (uma trama interessante, desmerecida por uma produção insossa e atuações fraquejantes) no qual, em uma de suas partes, o historiador Leigh, vivido pelo ator Ian McKellen, revela o segredo da trama, afirmando que o legado de Jesus para a continuidade do cristianismo teria sido sua filha, com Maria Madalena, o que teria dado origem à perseguição religiosa às mulheres anos depois, pelo Santo Ofício e por grupos conservadores contrários à revelação desse segredo e da tomada de poder por seus seguidores. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, o filme exibe a perseguição às mulheres num exagero estatístico, no momento em que Leigh esbraveja a probabilidade de milhões de mulheres terem sido perseguidas e queimadas, graças a uma perseguição fratricida entre segmentos da Igreja Católica. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faremos aqui uma descontrução dos mitos da perseguição às bruxas, conforme estudamos no verão de 2009, na disciplina &lt;em&gt;Magie, Zauberei und Hexenverfolgung aus kulturgeschichtlicher Perspektive (Magia, feitiçaria e perseguição ás bruxas sob perspectiva da história cultural), &lt;/em&gt;lecionada pela Prof. Rita Voltmer, Ph.D., na Universität des Saarlandes, e exibido em seu livro &lt;em&gt;Hexen - wissen was stimmt&lt;/em&gt; (Freiburg im Breisgau: Herder, 2008). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0M-9AKB24I/AAAAAAAAADE/uulb08yxz3g/s1600-h/Baldung_Hexen_1508_kol.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 222px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423247594019216258" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0M-9AKB24I/AAAAAAAAADE/uulb08yxz3g/s320/Baldung_Hexen_1508_kol.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;1. Durante as perseguições às bruxas 9.000.000 de mulheres foram executadas.&lt;/strong&gt; A autoria deste cálculo tão elevado se deve a Gottfried Christian Voigt, Conselheiro da cidade de Quedlinburg, que teria partido de um número de 30 processos abertos no século XVI, com acusações de bruxaria, e projetado que, entre os séculos VII e XVII, os nove milhões de mulheres tivessem sido executadas na Europa. Os dados da perseguição foram manipulados por diferentes segmentos, anos mais tarde, como feministas e grupos minoritários, que insistiam em comparar a perseguição às bruxas a um verdadeiro holocausto contra "minorias". O exagero dos números chegou à conta de 20 milhões de mulheres. O número estimado pela literatura atual é entre 50 e 60 mil mulheres perseguidas durante a Idade Moderna, especialmente nos territórios protestantes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;2. As perseguições às bruxas ocorreram nos "obscuros" anos da Idade Média. &lt;/strong&gt;Os registros históricos revelam que o grosso das perseguições às bruxas ocorreram na Idade Moderna, entre os anos de 1580 e 1650. Tendo se iniciado nos territórios próximos ao lago Genfer (Sabóia, Piemonte, Wallis, Berna), mais ou menos em torno de 1430, o crime de bruxaria foi identificado por teólogos e encontrou apoio em uma estrutura de justiça eclesiástica e temporal, num período de crise moral e econômica na Europa. Portanto, a maior parte das perseguições se concentra na modernidade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;3. O Tribunal da Inquisição foi o maior responsável pelas perseguições e execuções às bruxas. &lt;/strong&gt;Este talvez o maior mito. Os registros dos processos comandados pela Inquisição, nos locais de sua maior atuação (Espanha, Portugal e Itália), revelam escassíssimas execuções, pelo crime de bruxaria, de mulheres. O crime de heresia, que poderia estar ass&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0M-8up_JEI/AAAAAAAAAC8/Hcpl2ukr28s/s1600-h/711px-Witch-scene4.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 250px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423247589321417794" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0M-8up_JEI/AAAAAAAAAC8/Hcpl2ukr28s/s320/711px-Witch-scene4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;ociado a diversas outras práticas, (que não a associação entre pacto com o diabo, o voo, a prática de magia negra, o coito com o demônio) esse sim, tomou largas proporções nas incriminações do Santo Ofício. Sabido é que os locais de religião protestante foram grandes responsáveis pela perseguição às bruxas, num contexto de crises e cismas religiosos(espaços marcados por conflitos religiosos, sobretudo). Lembram-se das bruxas de Salém (contexto protestante)? A justiça punitiva e persecutória estava associada tanto a uma justiça secular quanto religiosa, mas a maior parte das condenãções ocorreu orquestrada por tribunais seculares. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0M-9h6m0CI/AAAAAAAAADM/Ov0dzdaKVdk/s1600-h/Flugblatt_Zauberey_1626.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 289px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423247603081334818" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0M-9h6m0CI/AAAAAAAAADM/Ov0dzdaKVdk/s320/Flugblatt_Zauberey_1626.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;4. Apenas mulheres eram condenadas ao crime de bruxaria.&lt;/strong&gt; Grande mentira. A maior parte foi sim de mulheres condenadas, pois a própria natureza do crime de bruxaria (ao qual se associavam o trabalho de parteiras e curandeiras, tidas, à época, como bruxas) e alguns aspectos biológicos encarados, à época, como elementos da associação ao demônio (instabilidade de temperamento, etc). Os registros nos revelam, entretanto, que cerca de 25 a 30 porcento das vítimas da caça às bruxas eram compostos de homens. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E, interessante ressaltar, a grande obra &lt;em&gt;Malleus Maleficarum&lt;/em&gt;, de Kraemer e Sprenger, que define o que seria o crime de bruxaria, foi abolido pelo &lt;em&gt;Index Librorum Proibitorum&lt;/em&gt; e condenado pela Igreja Católica, que jamais usou tais definições e condenou um de seus autores, pela própria Inquisição, por heresia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-4946275839537149156?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/4946275839537149156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/feiticaria.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/4946275839537149156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/4946275839537149156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/feiticaria.html' title='Feitiçaria!'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0NCTa-RsVI/AAAAAAAAAD8/MSjy0xh0_pE/s72-c/portraet_hexen_paris_g.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-6407114142298684911</id><published>2010-01-04T09:19:00.005-02:00</published><updated>2010-01-04T10:11:45.482-02:00</updated><title type='text'>As Minas, minadas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0HZ4pJ8vOI/AAAAAAAAAC0/G14kmE-AXFo/s1600-h/Bhcity2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422854993474272482" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0HZ4pJ8vOI/AAAAAAAAAC0/G14kmE-AXFo/s320/Bhcity2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Visitando o livro da historiadora Laura de Mello e Souza, &lt;em&gt;O Sol e a Sombra - Política e Administração na América Portuguesa do século XVIII&lt;/em&gt; (São Paulo, Cia das Letras, 2006), fui sacudido pelo tremor das interpretações: os processos históricos confirmam Minas Gerais em sua vocação secundária.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No calor da narrativa- a autora é consciente dos argumentos de que lança mão - do capítulo São Paulo dos Vícios e das Virtudes, é exibido um quadro de homens interessados na empresa desbravadora (com todos os seus riscos e descontentamentos). Esses homens são desenhados como os bravos paulistas, e a impressão que se tem é que Minas Gerais realmente se tornou a sombra de um sol irradiado a partir do vale do Anhangabaú. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não acreditava que fosse diferente, pelo menos até meus quinze, dezesseis anos. Tendia, até então, a encarar Belo Horizonte como a terceira capital do país, a nova metrópole, e Minas Gerais como o segundo colégio eleitoral e segunda população, um misto de economia de PIB crescente e arrojamento intelectual próprio. Entendia, relativamente, que a hipervalorização de aspectos culturais, como o "mineirês", o queijo, o pão de queijo, o cafezinho e alguns mitos como a enorme estátua de bronze do forjado Tiradentes no cruzamento entre a Av. Brasil e a Afonso Pena fossem apenas elementos de uma idealismo artificial, inventado com o propósito de expurgar certo orgulho ferido, desde a Revolução de 1930.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acompanhando melhor de perto o desenvolvimento econômico regional, as falhas na condução de certos processos pelas camadas dirigentes levaram ao secundarismo evidente: esse regionalismo exaltado não é nada mais que uma necessidade dos autores da história da capital mineira. Afinal, abandonar o dedim di prosa, o bulim de fubá, a missa na paróquia é algo complicado ao emigrante da pequena cidade do interior. Composta por fluxos migratórios massivamente regionais, Belo Horizonte é, sem dúvida, misto de tradições interioranas e das pretensões da modernidade. Uma grande roça, a bem da verdade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-6407114142298684911?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/6407114142298684911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/as-minas-minadas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/6407114142298684911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/6407114142298684911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/as-minas-minadas.html' title='As Minas, minadas'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0HZ4pJ8vOI/AAAAAAAAAC0/G14kmE-AXFo/s72-c/Bhcity2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-4026490022678588169</id><published>2010-01-02T12:10:00.006-02:00</published><updated>2010-01-03T02:30:25.762-02:00</updated><title type='text'>O ano que começa, esbofeteando.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Irrelevância. Esse sentimento, que a bem da verdade é um não-sentimento, negação do que nos faz mais humanos: o furacão de frios na barriga, humores, cóleras, risadas, gargalhadas, ciúmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irrelevância não se sente, se pratica. Vai pela contramão disso tudo. Nunca ouvi ninguém dizer que &lt;em&gt;sentiu &lt;/em&gt;outro ser irrelevante. Menosprezo, tudo bem , porque há um certo tom de relevância: reduz-se alguém à condição inferior, por considerá-lo pior que si. Feito o Boris Casoy em rede nacional, que colocou os garis "no alto de suas vassouras" como "mais baixos na escala do trabalho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a irrelevância, esta é silenciosa, e produz resultados inesperados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último dia do ano, voltava para casa, e um daqueles Bichos de Bandeira estava ali, vendo o ano chegar. Que ano? Cobertores, uma catinga de urina, umas latas de tinta, e sua solidão, apática, sob uma laje. E lá estava no dia primeiro também. Sucessões de tempos que engolem aquele ser, e que não se fazem marcar, um presente sem fim, um passado apagado, um futuro que jamais chegará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que grite, encontrando seus iguais. Ou seja eleito inimigo público.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-4026490022678588169?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/4026490022678588169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/o-ano-que-comeca-esbofeteando.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/4026490022678588169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/4026490022678588169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/o-ano-que-comeca-esbofeteando.html' title='O ano que começa, esbofeteando.'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7898239971864790484.post-8584294711849386469</id><published>2010-01-02T11:33:00.006-02:00</published><updated>2010-01-03T02:29:36.572-02:00</updated><title type='text'>Tantos augúrios!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizer "olá" nunca basta. Como aquelas interjeições de telefone: "alô", "oi", "ei". Uma curteza que desmerece a infinitude dos conteúdos possíveis de uma conversa. Mas um princípio é necessário, para qualquer coisa. Ainda que esdrúxulo. Não viemos do pó, segundo as Escrituras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boca do lobo, dizem, é uma expressão que na Itália (in bocca al luppo)se diz para desejar boa sorte. Não sei o que há de boa sorte em estar à beira de uma bocarra carnívora, cheia de dentes. Se fosse um lobo banguela, tudo bem. Em português, no entanto, a expressão é usada para designar situações arriscadas: se meter na boca do lobo, ou entrar numa fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num planeta que inventou "indivíduos", e não "comuns", fica fácil designar homens como lobos de outros. E riscos distribuídos aos montes. Vale a pena arriscar-se nisso tudo? Viver é um risco, já dizem muitos. Sorte ou risco, no balanço da corda bamba da vida em sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejam bem vindos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7898239971864790484-8584294711849386469?l=lupusbocca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lupusbocca.blogspot.com/feeds/8584294711849386469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/dizer-ola-nunca-basta.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/8584294711849386469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7898239971864790484/posts/default/8584294711849386469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lupusbocca.blogspot.com/2010/01/dizer-ola-nunca-basta.html' title='Tantos augúrios!'/><author><name>Joao Vitor Loureiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04895595898578559741</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_VMM1LxJ7ARo/S0slfXbcX_I/AAAAAAAAAFI/kY409KAk9nk/S220/negs.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
